Monitoramento da riqueza de aves em área de ecótono Amazônia-Cerrado e a importância de estudos de longo prazo

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A região abrangida pela Bacia Hidrográfica dos Rios Tocantins/Araguaia representa a transição entre os biomas Cerrado e Amazônia, sendo ainda pouco conhecida quanto à sua diversidade de aves. Entre os anos de 2009 e 2018, foram realizadas 12 expedições de campo em uma localidade situada neste ambiente de transição, em Santana do Araguaia, Pará (09°44’02,63”S, 50°23’19,55”O). Foi empregada a associação de distintas metodologias (observação direta, pontos de escuta, redes de neblina e coleta com arma de fogo) e amostradas as diferentes formações florestais encontradas na heterogeneidade de ambientes do enclave amazônico com os campos de Cerrado. A primeira lista de espécies publicada para a região, com base nos dados de 2009 e 2010, indicou 509 espécies. A inclusão dos dados de 2011 a 2018 resultou no aumento desta riqueza para 558 espécies, com representantes de 26 ordens e 72 famílias, reforçando a importância dessa localidade como a segunda mais rica em aves no Brasil, ficando atrás apenas da região da Serra dos Carajás, com 575 espécies. As expedições permitiram ainda a documentação da expansão do limite norte da distribuição das espécies Sturnella superciliaris (polícia-inglesa-do-sul) e Colaptes campestris (pica-pau-do-campo), além do registro de 16 espécies ameaçadas de extinção em nível nacional e 54 de hábitos migratórios. Os dados apresentados destacam a importância de estudos de longo prazo, que possibilitam avanços significativos no conhecimento sobre diversidade local gerando dados de qualidade para embasar medidas de conservação.

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