RAN

URI permanente desta comunidadehttps://bdc.icmbio.gov.br/handle/cecav/1401

Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios

Navegar

Resultados da Pesquisa

Agora exibindo 1 - 2 de 2
  • Item
    O Ensaio Cometa e a espécie Hypsiboas albopunctatus (Spix, 1824) como ferramentas de avaliação de qualidade ambiental em uma Unidade de Conservação Federal inserida no Cerrado Goiano.
    (DSPACE, 2017-03-31) Vieira, Tiago Quaggio; Silva, Daniela de Melo e; Morais, Alessandro Ribeiro de; Universidade Federal de Goiás; Silva, Daniela de Melo e; Silva, Cláudio Carlos da; Maciel, Natan Medeiros
    A região Sudoeste do estado de Goiás, originalmente coberta pelo Cerrado, é hoje caracterizada pela presença de grandes propriedades rurais produtoras de algodão, soja e milho. As monoculturas, em especial as de grãos, causam sérios impactos ao meio ambiente: empobrecimento e dano genômico, erosão do solo, contaminação por agrotóxicos, compactação do solo, queimadas e desmatamento. O último grande remanescente de vegetação nativa de Cerrado na região está protegido pelo Parque Nacional das Emas, que possui uma área de 132 mil hectares. A proposta deste estudo é avaliar o dano no DNA em girinos de Hypsiboas albopunctatus submetidos a diferentes níveis de exposição às pressões antrópicas do sistema de produção agrícola predominante na região. Tal avaliação foi realizada por meio de ensaio cometa, a partir de amostras sanguíneas obtidas desses girinos, coletados no Parque Nacional das Emas e entorno, tais coletas foram feitas ao longo do primeiro trimestre de 2016. Essa espécie de anuro possui ampla distribuição geográfica e é considerada abundante, características importantes para eleger um organismo como bioindicador de qualidade ambiental. As amostras foram coletadas em ambiente de veredas, com solo encharcado e presença de poças temporárias e permanentes. A amostragem foi dividida em dois tipos de ambiente: a) dentro do Parque Nacional, onde os impactos antrópicos são significativamente menores, não havendo pulverização direta de agrotóxicos ou qualquer tipo de alteração física da paisagem natural, e, b) fora dos limites da unidade de conservação, onde a vegetação nativa foi quase totalmente suprimida e a exposição direta a agrotóxicos é frequente. Dessa forma foi comparado o DNA dos girinos por meio de ensaio cometa, para verificar se no ambiente protegido do Parque Nacional das Emas o dano no material genético difere significativamente em relação ao ambiente antropizado, externo à Unidade de Conservação. Após a realização das análises foi possível constatar que o dano encontrado no DNA de girinos da espécie Hypsiboas albopunctatus foi maior nas amostras 16 provenientes de áreas externas ao parque, intermediário nas áreas internas mais próximas da borda do Parque Nacional das Emas e reduzidos nas áreas centrais e mais próximas do centroide, corroborando a hipótese de que os impactos ambientais, que são severos fora dos limites da UC, teriam um efeito danoso para a biodiversidade, inclusive a nível molecular.
  • Item
    Manejo e monitoramento de impactos sobre o ecossistema em áreas protegidas de Cerrado: estrutura da vegetação, gramíneas exóticas incêndios.
    (DSPACE, 2019-07-05) Batista, Flávia Regina De Queiroz; Júnior, Laerte Guimarães Ferreira; Neto, Mario Barroso Ramos; Universidade Federal de Goiás; Laerte, Guimarães Ferreira; Faria, Karla Maria Silva de; Ferreira, Nilson Clementino; Bueno, Guilherme Taitson; Cianciaruso, Marcus Vinicius
    O Cerrado é a mais rica, talvez a mais ameaçada savana do mundo, e apenas 3% de sua área está protegida por lei. Estas são áreas extremamente valiosas e estratégicas para a conservação do Cerrado, mas sofrem inúmeras pressões externas e internas. Entre as principais preocupações de manejo para as Unidades de Conservação (UC) do Cerrado estão os incêndios e a invasão biológica. Este trabalho investiga como a interferência do manejo e a dinâmica do fogo e da invasão de gramíneas exóticas alteram as fitofisionomias de cerrado, e se divide em capítulos que investigam respectivamente: 1) as dificuldades em se produzir um mapeamento de acurácia suficiente para subsidiar estudos de dinâmica da estrutura da vegetação; 2) a eficácia do atual sistema de manejo do fogo e os desafios da gestão integrada de fogo nas duas últimas décadas; 3) a invasão por gramíneas exóticas e sua relação com a topografia do terreno, trilhas e estradas dentro e no entorno da área de estudo. Foram utilizadas imagens Landsat 8, de um período de 5 anos a partir de 2013, e calculadas, para 5 diferentes intervalos de tempo – mensais, inter mensais, anuais, interanuais, quinquenais - conjuntos de métricas baseadas em 18 índices derivados de valores de refletância das bandas destas imagens além dos próprios valores de refletância das bandas, dados amostrados em campo e classificação semiautomática para o mapeamento das classes de vegetação do Parque Nacional das Emas (PNE). A partir de um modelo replicável foi possível elaborar um mapa com 89% de acurácia e nove classes de fitofisionomias diminuindo os custos e a subjetividade do trabalho manual de coleta de dados e correções a posteriori. Utilizando métricas elaboradas à partir de um modelo digital de elevação e dados de presença e ausência de Urochloa sp em trilhas internas e ao longo das bordas da UC. Foram testados quatro modelos utilizando parâmetros morfométricos, distâncias à trilhas e estradas em contraste com a presença ou ausência da espécie. Os resultados apontam para a importância das perturbações antrópicas, topografia do terreno, e indicam que a força da água em seu escoamento superficial é bastante relevante no estabelecimento da espécie em novas áreas. Para entender o comportamento espacial e temporal do fogo no Parque Nacional das Emas (PNE) foi analisada a frequência de queimadas para as diferentes fitofisionomias, a correlação entre o número de focos de calor e a extensão das cicatrizes e a influência das variáveis ambientais (temperatura superficial do solo, precipitação e acúmulo de biomassa). Foram analisadas as cicatrizes de áreas queimadas, focos de calor, variáveis climáticas – precipitação pluviométrica e temperatura da superfície terrestre (°C) – superfície de biomassa seca e biomassa acumulada para áreas queimadas e não queimadas. O pico anual de focos de calor apontou com grande acurácia a ocorrência de queimadas na área do PNE, o número 12 de focos se mostrou um bom indicador de ocorrência e tamanho das cicatrizes, a extensão de área com biomassa seca em níveis ‘muito alto’ e ‘crítico’ é um indicador de risco de grandes incêndios e um razoável preditor de áreas que sirvam como bloqueio à propagação de incêndios. O atual plano de manejo de fogo através de aceiros e queima natural durante a estação seca trouxe avanços para a prevenção de incêndios, mas é necessário considerar o uso de queimadas controladas prescritas.