CEMAVE
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Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres
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5 resultados
Resultados da Pesquisa
- Monitoramento do tuiuiú Jabiru mycteria no Pantanal da Nhecolandia, Corumba, MS, no ano de 1989.(1992) Antas, Paulo de Tarso Zuquim; Nascimento, Inês de Lima Serrano do
- Resiliência populacional da fragata (Fregata magnificens) no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, Bahia(2019) Campolina, Cynthia; Barbosa, Maria Bernadete Silva; Lage, Lucas Cabral; Bugoni, Leandro; Nunes, Guilherme Tavares; Serafini, Patrícia Pereira; Efe, Marcio AmorimPerturbações antrópicas são uma das grandes preocupações para a conservação da biodiversidade. Maior vulnerabilidade a eventos catastróficos ocorre em espécies que se agregam em colônias. A fragata (Fregata magnificens) se reproduz em colônias sobre arbustos e árvores. Em Abrolhos, a espécie nidifica sobre touceiras de capim na ilha Redonda. Este estudo avaliou a resposta desta população ao incêndio de dezembro/1996, durante as comemorações de final de ano. Dados de contagens de ninhos antes do incêndio (1995 e 1996), após o incêndio (1999-2012 e 2017-2018) foram obtidos. O incêndio causou a morte de 42 adultos, 200 filhotes e inúmeros ovos. Após nove meses do incêndio, toda a população reprodutiva da ilha Redonda mudou-se para a ilha Sueste. A colônia restabeleceu-se na ilha Redonda no ano de 1999. Nos três anos após o incêndio, somente 25% da população original se reproduziu na ilha (n= 429 casais). Contagens posteriores foram de 209, 782, 539 e 723 ninhos ativos em 1999, 2012, 2017 e 2018, respectivamente. O impacto do fogo em ambientes insulares costuma ser desastroso e, em Abrolhos, a população demorou mais de 10 anos para se recompor. Contagens atuais demonstram o retorno da colônia e a recuperação da população. Estes resultados ressaltam a importância do monitoramento para a compreensão de processos ecológicos em resposta à ação humana, mas também a vulnerabilidade de áreas reprodutivas de aves às atividades envolvendo fogos de artifício.
- Monitoramento da riqueza de aves em área de ecótono Amazônia-Cerrado e a importância de estudos de longo prazo(2019) Matinata, Bianca; Somenzari, Marina; Silveira, Luís FábioA região abrangida pela Bacia Hidrográfica dos Rios Tocantins/Araguaia representa a transição entre os biomas Cerrado e Amazônia, sendo ainda pouco conhecida quanto à sua diversidade de aves. Entre os anos de 2009 e 2018, foram realizadas 12 expedições de campo em uma localidade situada neste ambiente de transição, em Santana do Araguaia, Pará (09°44’02,63”S, 50°23’19,55”O). Foi empregada a associação de distintas metodologias (observação direta, pontos de escuta, redes de neblina e coleta com arma de fogo) e amostradas as diferentes formações florestais encontradas na heterogeneidade de ambientes do enclave amazônico com os campos de Cerrado. A primeira lista de espécies publicada para a região, com base nos dados de 2009 e 2010, indicou 509 espécies. A inclusão dos dados de 2011 a 2018 resultou no aumento desta riqueza para 558 espécies, com representantes de 26 ordens e 72 famílias, reforçando a importância dessa localidade como a segunda mais rica em aves no Brasil, ficando atrás apenas da região da Serra dos Carajás, com 575 espécies. As expedições permitiram ainda a documentação da expansão do limite norte da distribuição das espécies Sturnella superciliaris (polícia-inglesa-do-sul) e Colaptes campestris (pica-pau-do-campo), além do registro de 16 espécies ameaçadas de extinção em nível nacional e 54 de hábitos migratórios. Os dados apresentados destacam a importância de estudos de longo prazo, que possibilitam avanços significativos no conhecimento sobre diversidade local gerando dados de qualidade para embasar medidas de conservação.
- Monitoramento reprodutivo da Grazina-do-bico-vermelho (Phaethon aethereus) no ParNaMar dos Abrolhos: Resultados e perspectivas(2019) Ferreira, Lucas Cabral Lage; Barbosa, Maria Bernadete Silva; Figueiredo, Barbara Santos; Serafini, Patrícia Pereira; Nunes, Guilherme Tavares; Efe, Marcio Amorim; Bugoni, Leandro; Repinaldo Filho, Fernando Pedro MarinhoEste estudo apresenta resultados iniciais do Programa de Monitoramento das Aves Marinhas do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, acerca da reprodução de grazinas Phaethon aethereus, listada como ameaçada de extinção na lista vermelha nacional. De outubro/2017 a dezembro/2018 foram monitorados, mensalmente, 123 ninhos nas ilhas Siriba, Redonda e Santa Bárbara. Além disso, foram realizadas expedições em junho e novembro/2018 para verificação de todos os ninhos marcados nas cinco ilhas do arquipélago. No total, foram identificados 611 (junho) e 619 (novembro) ninhos de grazina. Destes, 35% e 21,6% estavam ativos, respectivamente. O estágio predominante foi “ovo”. Ninhos ativos ocorrem em todos os meses, mais intensamente entre fevereiro e junho. Dos 142 eventos reprodutivos registrados, 57,7% falharam, principalmente na transição entre os estágios de ovo e ninhego com 0-3 semanas de idade (59,8%). As maiores porcentagens de falha foram registradas nas ilhas Siriba (63%), Santa Bárbara (54%) e, Redonda (52%). Vestígios de predação por ratos (Rattus rattus) foram verificados em alguns ninhos (i.e. ovos com cascas roídas), mas cabras, formigas e aranhas caranguejeiras também podem representar impactos sobre o sucesso reprodutivo. Medidas futuras incluem a continuidade do monitoramento e a instalação de armadilhas fotográficas para identificar a causa das falhas. Iniciativa em curso para erradicar e controlar espécies exóticas (e.g. roedores) no Arquipélago dos Abrolhos poderão contribuir com o aumento no sucesso reprodutivo na principal colônia de P. aethereus no Brasil.
- Monitoramento participativo de aves limícolas migratórias nas Reservas Extrativistas do Pará e do Maranhão(2020) Paludo, Danielle; Rodriguez, Maximiliano Niedfeld; Leão, Sheyla da Silva; Fernandes, Willian Ricardo da Silva; Jacob, Patrick Rabelo; Reis, Laura Moreira de AndradeO monitoramento de aves limícolas é recomendado na Estratégia Integrada de Monitoramento Costeiro-Marinho (Programa Monitora) e o CEMAVE e a COMOB/DIBIO vem trabalhando em protocolos de monitoramento para esse alvo, e na sua aplicação nas UCs federais. O protocolo básico consiste em censos terrestres realizados sistematicamente em unidades amostrais nas UCs e de forma participativa. Em novembro de 2019, através de uma parceria entre o CEMAVE, antiga Coordenação Regional de Belém (envolvendo gestores de unidades costeiras) e ACADEBIO, foi realizado um curso de monitores de aves limícolas (financiamento Programa ARPA e GEF Mar). O evento teve participação da UFPA e IFPA e envolveu 13 servidores do ICMBio e 21 moradores das Reservas Extrativistas (RESEX) Mãe Grande de Curuçá, Arapiranga-Tromai, Chocoaré-Mato Grosso, Maracanã, Mestre Lucindo, Cuinarana, Cururupu, Tracuateua, Caeté-Taperaçú, Araí-Peroba e Gurupi-Piriá. O principal objetivo do curso era a troca de conhecimento. Os instrutores repassaram informações de biologia e técnicas de monitoramento. A população tradicional adaptou a ficha de campo- que será utilizada pelo Monitora como guia de campo no monitoramento, com os nomes populares locais e informações regionais, e identificou, a partir do conhecimento local e vivência de cada participante, as áreas relevantes e viáveis para servirem como unidades amostrais em um programa de monitoramento das aves limícolas. Um dos principais produtos foram mapas falados, por Unidade de Conservação, com a identificação dos habitats favoráveis, áreas de concentração e alimentação das aves limícolas. O objetivo do trabalho foi o de integrar o conhecimento adquirido no curso com os saberes individuais para a aplicação dos protocolos em cada RESEX. O mapeamento foi construído em grupos durante o curso, com o apoio dos servidores das UCs que atuaram como monitores para o geoprocessamento. Os mapas falados foram transcritos pelos comunitários em imagens de satélite impressas, onde foram indicados os principais locais de avistamento de aves (praias arenosas ou bancos lamosos), acessos e trajetos possíveis até as áreas propostas para monitoramento.