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Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas

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    IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE FEIÇÕES EXOCÁRSTICAS NOENTORNO DO RIO AZUIS, AURORA DO TOCANTINS –TO
    (2023-08) Alves, Luiz Ricardo Ferreira; Morais, Fernando de
    O presente estudo teve como objetivo identificar e analisar as feições de relevo que integram a área cárstica no entorno do rio Azuis, situada no município de Aurora do Tocantins, região sudeste do estado do Tocantins. A fim de atender tal proposição, foi elaborada uma carta geomorfológica em escala de detalhe (1:25.000) com base na adaptação de procedimentos metodológicos das escolas francesa e holandesa de cartografia geomorfológica. De modo geral, foram verificadas feições exocársticas, como maciços calcários, surgências, sumidouros, dolinas, uvalas e poljés. Processos geomorfológicos responsáveis pela configuração do relevo foram identificados, confirmando o grande potencial para estudos dos sistemas cársticos, bem como dos atrativos naturais.
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    CARACTERIZAÇÃO GEOMORFOLÓGICA DA REGIÃO CÁRSTICA ARCOS-PAINS E DE SEUS SISTEMAS CÁRSTICOS
    (2022) Timo, Mariana Barbosa
    A região do Grupo Bambuí, conhecida como Província Espeleológica do Bambuí (PEB), ocupa uma área de aproximadamente 150.000 km2e abrange as porções centro oeste, norte e noroeste de Minas Gerais; leste do Distrito Federal; nordeste de Goiás; sudeste do Tocantins; e oeste da Bahia.Devido à grande área ocupada pela Província Espeleológica do Bambuí, esta pode ser dividida em distritos.O objetivo desteartigo é a caracterização da Região Cárstica de Arcos-Pains, e de seus sistemas cársticos correlatos, a partir da utilização de dados geológicos, geomorfológicos, espeleológicos e hidrográficos. O carste regional é bem evoluído, com extensos maciços calcários marcados por diferentes tipos de lapiás (karren). Além disso, apresenta drenagem predominantemente subterrânea com a presença de sumidouros, ressurgências, cânions, dolinas e feições residuais, comuns na paisagem cárstica. Estruturas geológicasmarcantes, como dobras e falhas, também se fazem presentes.Por outro lado, as atividades humanas podem impor profundas modificações na paisagemdesta importante região cárstica, especialmente por causa damineração, visto que ali encontram-se instaladas diversas empresas de extração de calcário, além de indústrias cimenteiras e deprodução de cal. Tal uso do solo, aliado à precária gestão do Patrimônio Espeleológico, vem ocasionado impactos ambientais significativos no carste regional. Dessa forma, ter como base os estudos do carste faz-se extremamente necessário, pois a sensibilidade dos aquíferos cársticos à poluição é muito alta.
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    ESTUDOS DE VALES SECOS EM ÁREAS CÁRSTICAS: REVISÃO E POSSIBILIDADES
    (2022-06) Nogueira, Adivane Morais; Uagoda, Rogério; Caldeira, Dandara
    O carste apresenta regiões de conexões entre os sistemas fluviais e cársticos o fluviocarste, dispondo de feições típicas, como os vales secos. Tais feições vêm sendo estudadas de diversas formas para contribuir no entendimento da dinâmica geomorfológica do carste. Este estudo visa fazer uma revisão sobre vales secos em sistemas cársticos, tendo em vista observar o potencial científico destas áreas para diversas aplicabilidades. A revisão utilizou como principal forma de busca a plataforma Web Of Science (todas as bases), abrangendo o período entre 1945-2020, que abordavam sobre tais feições, com o uso das seguintes palavras-chave: karstic valley, dry valleys, blind valley, relict valley, ancient valley, fossil valley, solution valley, paleovalley e paleokarst valley, resultando em vinte e sete trabalhos, com diversas propostas de análise, evidenciando os fatores envolvidos na dinâmica fluviocárstica. O levantamento permite observar que são poucos estudos considerando a extensão de ocorrência de rochas carbonáticas no mundo, havendo concentração das pesquisas no continente europeu. No Brasil, apesar de dispor de regiões carbonáticas e das várias áreas mapeadas com ocorrência de cavernas, principalmente no bioma Cerrado, não há pesquisas sobre o tema, mesmo que viabilizem a identificação dos fatores que influenciam evoluções dos sistemas fluviocársticos.
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    Análise de suscetibilidade à eventos cárstico-geotécnicos em região centro-urbana do município de Sete Lagoas-MG
    (2023) Oliveira, Júlia Moura de; Schuch, Camila S.; Galvão, Paulo Henrique Ferreira
    Em regiões cársticas podem ocorrer diversos problemas atrelados à superexplotação de água subterrânea, sendo um deles os abatimentos de solo, fenômeno que pode estar relacionado à dissolução de rochas carbonáticas. A cidade de Sete Lagoas (MG) teve seu primeiro grande abatimento registrado em 1988 e, a partir daí, houve novas ocorrências ao longo dos anos. Este trabalho fundamenta-se na investigação da evolução da suscetibilidade cárstica-geotécnica em Sete Lagoas, entre as décadas de 1940 a 2020, bem como na análise acerca da ocupação do espaço urbano nesse período. A análise foi realizada por meio da elaboração de mapas de suscetibilidade em intervalos de 20 anos, ponderando fatores de predisposição geológica e hidrogeológica locais. A partir da soma desses fatores, obteve-se o mapa final denominado risco cárstico-geotécnico. Por meio da reclassificação dos valores, definiu-se diferentes níveis de risco na área, em uma escala de 0 (zero) a 10, que vão de baixo a alto risco. Com a elaboração desses mapas, pode-se analisar que a suscetibilidade cárstica-geotécnica vem evoluindo, sendo a região associada ao alto risco cada vez maior na área estudada. Se tratando exclusivamente do alto risco cárstico geotécnico, observou-se que nos últimos 20 anos de análise tem-se que a área associada aproximadamente dobrou de dimensão. Além disso, desde seu aparecimento em 1980, houve um crescimento de aproximadamente 2800% em sua área até o ano de 2020. Outra constatação foi de que a explotação de água subterrânea sem um planejamento adequado, durante um longo período, influencia diretamente na evolução desse risco devido à concentração de poços em pequenas áreas. O agrupamento de poços na área urbana do município gera a sobreposição dos cones de rebaixamento, diminuindo ainda mais os níveis de água subterrânea. Esse fato torna o fator hidrogeológico o mais influente no mapa cárstico geotécnico quando comparado ao fator geológico, sendo que o risco ligado à hidrogeologia se altera significativamente no período de tempo analisado. Desde o aparecimento da zona de alto risco cárstico geotécnico, em 1980, essa área está integralmente dentro da mancha urbana relativa as décadas analisadas. Os pontos de abatimentos também estão em sua totalidade dentro das manchas urbanas referentes aos anos de 2000 e 2020. Conclui-se que suscetibilidade cárstica geotécnico está evoluindo no decorrer do tempo. Pode-se perceber também a influência direta da explotação de água subterrânea sem gerenciamento adequado na evolução desse problema, podendo influenciar na ocorrência dos abatimentos na área urbana de Sete Lagoas, principalmente em regiões onde se tem alta concentração de poços.
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    Integrando estratigrafia, petrofísica e rede de fraturas carstificadas em um modelo digital 3D unificado: exemplo da caverna cristal (Cráton São Franciso, nordeste do Brasil)
    (2022-11-24) Pereira, João Victor Freire; Medeiros, Walter Eugênio de
    Os DOMs (Digital Outcrop Models ou Modelos Digitais de Afloramento) são ferramentas amplamente utilizadas em investigações geológicas e estão em constante desenvolvimento. Contrastando com sua ampla utilização, o potencial dos DOMs ainda é subutilizado em relação à integração com outros dados. Apresentamos aqui uma abordagem integrativa, combinando um DOM com informações estratigráficas e petrofísicas, além de dados de distribuição de fraturas e dissolução cárstica. Aberturas de fraturas alargadas por dissolução cárstica são implementadas em uma Rede de Fraturas Discretas (DFN, do inglês) para gerar uma Rede de Fraturas Carstificadas Discretas (DFKN), a partir da qual é possível compor diferentes cenários de intensidade de carstificação. O DOM utilizado é baseado em dados fotogramétricos obtidos em um segmento da Caverna Cristal, a qual desenvolveu-se em carbonatos Mesoproterozoicos da Formação Caboclo, no Grupo Chapada Diamantina, Cráton São Francisco, Nordeste do Brasil. Esta caverna é entendida como um afloramento análogo estrutural e diagenético para os reservatórios carbonáticos do Pré-sal brasileiro. O Modelo Integrativo descrito aqui combina tanto elementos determinísticos (estratigrafia e petrofísica) quanto estoccásticos (DFN e DFKN). Neste modelo, a estratigrafia do afloramento é reproduzida como 22 camadas tabulares e paralelas, as quais foram populadas com medidas de porosidade, permeabilidade e resistência à compressão uniaxial. Recorrendo a uma abordagem estocástica, obteve-se um DFN 3D através da resolução do problema inverso da estereologia, honrando as medidas estatísticas dos traços de fratura (lei de potência e persistência P21) medidos nas paredes e teto da caverna. Parâmetros petrofísicos podem ser alterados facilmente no Modelo Integrativo, também sendo possível modificar a lei de potência que correlaciona a abertura ao comprimento das fraturas, para implementar diferentes estágios de carstificação das aberturas das fraturas. Como resultado, diferentes cenários de porosidades primária e secundária podem ser obtidos, os quais podem ser utilizados em simulações de fluxo de fluido, facilitando assim o entendimento dos múltiplos fatores que afetam o comportamento dos reservatórios carbonáticos.