Apresentações (resumos)
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Resultados da Pesquisa
- Potential contribution of Brazilian governmental biodiversity monitoring networks to Essential Biodiversity Variables(2023) Cronemberger, Cecilia; Bergallo, Helena; Oliveira, Leonardo
- The Neotropical Biodiversity Monitoring Networks: a database of initiatives(2023) Cronemberger, Cecilia; Rangel, Gabrielle; Rosa, Clarissa; Hipólito, Juliana; Figueiredo, Marcos; Abad, Elisa; Figueireido, Laura; Souza, Agnis; Roque, Fabio; Bergallo, Helena; Magnusson, William; Campos, Ivan B.
- Soundscape monitoring in protected areas: technical challenges, lessons learned and future perspectives(2023) Andrade, Dárlison; Campos, Ivan B.
- Caracterização dos padrões de mudas em aves de Santa Catarina, Brasil(2020) Ferreira, Ariane; Johnson, Erik I.; Meurer, Rafael; Sandri, Sandro; Serafini, Patricia Pereira; Rocha, Luis O. F. da; Souza Júnior, Silvio de; Assumpção, Cristiana C. A.; Lugarini, CamileDeterminar idade e sexo de aves a partir da muda e plumagem é uma ferramenta para monitoramento populacional demográfico, de estruturação de populações e de biologia reprodutiva. O objetivo deste estudo foi determinar o sexo e a idade de aves de ambientes florestais, observando o período em que realizam os eventos fundamentais para seus ciclos de vida, como a muda e a reprodução. Para isto, as aves foram capturadas com redes de neblina instaladas no sub-bosque e áreas abertas, em ex pedições mensais entre 2016-2019 em duas unidades de conservação (UC), na ilha de Santa Catarina e Arvoredo. A amostragem iniciou-se ao amanhecer, com no mínimo 5h de esforço/dia, por dois dias consecutivos. As revisões das redes foram realizadas a cada 30 minutos e as aves capturadas acondicionadas em sacos de transporte. Cada ave foi contida manualmente, marcada com anilha CEMAVE e solta imediatamente após o processamento. A estratégia e extensão de muda foi verificada para cinquenta e sete espécies pertencentes a vinte e uma famílias (n=1280), determinando-se a idade de acordo com o sistema W-R-P modificado, e incluindo aqui informações de aves apreendidas e atropeladas no entorno da UC. O primeiro ciclo de mudas foi definido como o período entre o início da primeira e a segunda muda pré- básica, e os ciclos definitivos foram definidos quando as plumagens se tornaram homólogas.
- Aves marinhas encontradas na costa brasileira: quais são seus valores hematológicos e bioquímicos séricos de referência para orientar decisões de manejo, soltura após reabilitação e avaliação da saúde das populações de espécies ameaçadas?(2020) Rezende, Saloá Teixeira; Serafini, Patricia Pereira Serafini; Meure, Rafael; Sandri, Sandro; Kolesnikovas, Cristiane K. M.O litoral brasileiro abriga uma importante diversidade de espécies de aves marinhas costeiras e oceânicas. Apesar dessa diversidade, entretanto, muitas lacunas de informação acerca dessas aves permanecem. A escassez de valores hematológicos e bioquímicos séricos de referência para aves marinhas em reabilitação é uma delas. A hematologia é uma ferramenta fundamental para a detecção precoce de doenças em aves, mesmo quando não há sinais clínicos, enquanto que a bioquímica fornece subsídios para a interpretação do funcionamento hepático, renal, pancreático, ósseo e muscular das aves. Juntas, essas análises são essenciais para o conhecimento do estado geral, diagnóstico e para decisões sobre manutenção, reabilitação ou soltura das aves. Porém, devido à falta de valores de referência, os critérios usados para a liberação desses animais, em geral, são provenientes de estudos com aves domésticas. Essa escassez de dados é especialmente evidente para as aves da ordem Procellariiforme, mesmo que ao menos 40 espécies dessa ordem se alimentem em águas brasileiras. Assim, consciente dessa carência para aves marinhas, o presente trabalho procurou estabelecer valores de referência para os Procellariiformes e para Fregata magnificens (ordem Suliforme), ave marinha muito frequente no litoral brasileiro. As amostras utilizadas foram obtidas a partir de Procellariiformes considerados aptos para a soltura após serem encontrados em praias brasileiras e encaminhados para um período de reabilitação pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Petrobrás/Bacia de Santos (PMP-BS) de junho de 2016 a maio de 2019. As amostras de Fregata magnificens seguiram esse mesmo padrão, contudo, foram obtidas apenas de aves de Florianópolis (Santa Catarina). As amostras de sangue foram colhidas por venopunção da veia ulnar ou da veia jugular.
- Fenologia reprodutiva de aves marinhas residentes no arquipélago de Fernando de Noronha(2020) Santos, Lucas Penna Soares; Krul, Ricardo; Serafini, Patricia PereiraPara entendermos o estado de conservação atual de certa espécie ou população é preciso obter informações acerca de suas características demográficas e compará-las com cenários pretéritos ou continuamente ao longo do tempo. Tal caracterização se torna possível através de programas de monitoramento da biodiversidade, em conjunto com a avaliação de fatores externos que podem influenciar flutuações e aspectos populacionais. Um importante grupo de conexão entre os ambientes marinhos e terrestres, as aves marinhas, foi monitorado no arquipélago de Fernando de Noronha (3°51’13.71”S, 32°25’25.63”O; Unidades de Conservação: APAFN/PNMFN), com o objetivo de caracterizar a fenologia reprodutiva de algumas espécies residentes. Mensalmente, ao longo do ano de 2019, ninhais de Phaethon lepturus e Sula dactylatra foram visitados para contagem de ovos e filhotes na Ilha do Chapeu, e colônias de S. sula e Anous minutus foram estudadas nos pontos da Praia do Sancho, Trilha Sancho-Golfinho, além da Trilha do Capim-Açu, para este último táxon, a fim de obter o número de ninhegos e de adultos reprodutivamente ativos. A cada amostragem, e de acordo com o comportamento reprodutivo da espécie, foram identificados visualmente (binóculos 10x42m à distância), o número de ovos gerados por adulto, os estágios de 1 a 4 por padrão de plumagem dos ninhegos e os adultos apoitados nos seus ninhos. Tais características reprodutivas foram comparadas com as estações do ano desta região de estudo (KG = Aw; seca [agosto a janeiro] e chuvosa [fevereiro a julho]). As espécies variaram entre si quanto às características reprodutivas, observando um padrão circum-anual para P. lepturus, sazonal para Sula spp. e irregular para A. minutus. Foram observadas temporadas reprodutivas definidas para todos os táxons e os ápices reprodutivos permaneceram próximos entre junho a agosto, com exceção de S. dactylatra em fevereiro. Asvariações climáticas entre as estações sugerem relação causal com as fenologias reprodutivas destas aves. Tais parâmetros também podem indicar flutuações para disponibilidade de recursos alimentares que compõem a dieta das aves marinhas e, tendo em vista uma forte relação entre ecologia trófica e padrões reprodutivos, as mudanças ambientais e climáticas podem determinar o quadro de saúde e estabilidade populacional deste grupo. O presente estudo, realizado através de monitoramento contínuo das aves marinhas do arquipélago, sendo implementado como proposta do Programa Monitora, também teve suas atividades interrompidas pelo cenário da pandemia COVID-19. Com o retorno gradativo de algumas atividades usuais em UCs, a exemplo do PNMFN, foi possível prosseguir com o atual levantamento, que, por sua vez, se re-estabelece como uma referência para a avaliação da saúde deste ambiente insular e de suas populações oceânicas.
- Monitoramento participativo em época de pandemia: ajustando a gestão da pesca tradicional do camarão-rosa (Penaeus paulensis) no Parque Nacional da Lagoa do Peixe (PNLP)(2020) Salge, Paula Guimarães; Freitas, Ricardo Franco; Souza, Fabiano José de; Severo, Magnus; Signori, Lisandro Marcio; Machado, Márcia Guerreiro; Soares, Riti; Alves, Marcelo; Alves, Marina Schneid; Homem, Leonice da Rosa; Costa, Larissa Antunes da; Souza, Lauro José Lemos de; Alvite, Carolina Mattosinho de Carvalho; Paludo, Danielle; Madeira, João Augusto; Cavallini, Marcelo; Steenbock, WalterO PNLP foi criado em 1986, dois anos antes da atual Constituição Federal e 14 antes do SNUC, tendo a proteção das aves migratórias como destaque em seu principal objetivo de criação. Seu Plano de Manejo (de 1999) estabeleceu o zoneamento e estratégias de gestão. Entretanto, as aves da Lagoa do Peixe têm convivido com outro uso do território, há séculos: a pesca artesanal tradicional, em especial do camarão-rosa. Nesta época, o Brasil ainda não contava com os procedimentos legais e administrativos atuais relacionados à participação social na gestão de Unidades de Conservação (UC). A harmonização de direitos entre o acesso a recursos básicos para a sobrevivência e manutenção do modo de vida, entre aves e populações tradicionais humanas, ainda não havia trilhado o caminho jurídico e institucional na gestão de UC das últimas décadas. Em junho de 2019, a gestão do PNLP foi objeto de discussão entre várias instâncias do ICMBio, a partir da proposição de uma “Mesa de Situação”, pela CGSAM/DISAT. Tal discussão gerou um Plano de Ação, agregando alguns eixos de planejamento, entre os quais a elaboração de um Termo de Compromisso (TC) com os pescadores artesanais tradicionais. Ao longo do segundo semestre, foram feitas rodadas de discussão e elaboração participativa do TC, envolvendo pescadores, equipe da UC, COGCOT, CNPT, CEMAVE e CEPSUL. Em dezembro, o TC foi celebrado.
- Monitoramento participativo de aves limícolas migratórias nas Reservas Extrativistas do Pará e do Maranhão(2020) Paludo, Danielle; Rodriguez, Maximiliano Niedfeld; Leão, Sheyla da Silva; Fernandes, Willian Ricardo da Silva; Jacob, Patrick Rabelo; Reis, Laura Moreira de AndradeO monitoramento de aves limícolas é recomendado na Estratégia Integrada de Monitoramento Costeiro-Marinho (Programa Monitora) e o CEMAVE e a COMOB/DIBIO vem trabalhando em protocolos de monitoramento para esse alvo, e na sua aplicação nas UCs federais. O protocolo básico consiste em censos terrestres realizados sistematicamente em unidades amostrais nas UCs e de forma participativa. Em novembro de 2019, através de uma parceria entre o CEMAVE, antiga Coordenação Regional de Belém (envolvendo gestores de unidades costeiras) e ACADEBIO, foi realizado um curso de monitores de aves limícolas (financiamento Programa ARPA e GEF Mar). O evento teve participação da UFPA e IFPA e envolveu 13 servidores do ICMBio e 21 moradores das Reservas Extrativistas (RESEX) Mãe Grande de Curuçá, Arapiranga-Tromai, Chocoaré-Mato Grosso, Maracanã, Mestre Lucindo, Cuinarana, Cururupu, Tracuateua, Caeté-Taperaçú, Araí-Peroba e Gurupi-Piriá. O principal objetivo do curso era a troca de conhecimento. Os instrutores repassaram informações de biologia e técnicas de monitoramento. A população tradicional adaptou a ficha de campo- que será utilizada pelo Monitora como guia de campo no monitoramento, com os nomes populares locais e informações regionais, e identificou, a partir do conhecimento local e vivência de cada participante, as áreas relevantes e viáveis para servirem como unidades amostrais em um programa de monitoramento das aves limícolas. Um dos principais produtos foram mapas falados, por Unidade de Conservação, com a identificação dos habitats favoráveis, áreas de concentração e alimentação das aves limícolas. O objetivo do trabalho foi o de integrar o conhecimento adquirido no curso com os saberes individuais para a aplicação dos protocolos em cada RESEX. O mapeamento foi construído em grupos durante o curso, com o apoio dos servidores das UCs que atuaram como monitores para o geoprocessamento. Os mapas falados foram transcritos pelos comunitários em imagens de satélite impressas, onde foram indicados os principais locais de avistamento de aves (praias arenosas ou bancos lamosos), acessos e trajetos possíveis até as áreas propostas para monitoramento.
- As condições socioeconômicas e a exposição ao meio ambiente influenciam o conhecimento e uso da avifauna por populações humanas na Área de Proteção Ambiental e Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha Azul(2021) Silva, Williana Joylla; Lugarin, Camile; Ataíde, Mércia Milena; Martins, Cláudia Sofia Guerreiro; Ferreira Júnior, Washington Soares; Martins, Flávia de CamposNo Semiárido brasileiro, as aves silvestres são usadas como ornamentação, fonte de subsistência ou para obtenção de renda. Investigar os fatores que influenciam o conhecimento das populações humanas sobre esses recursos é fundamental para subsidiar a gestão e a conservação. Neste sentido, o presente estudo teve a finalidade de caracterizar o perfil socioeconômico dos moradores da Área de Proteção Ambiental (APA) e Refúgio de Vida Silvestre (RVS) da Ararinha Azul e entender como esse perfil afeta o conhecimento da composição da avifauna local e usos que lhe são dados. Para tanto, foram entrevistadas de forma individual 64 pessoas, entre novembro de 2019 e janeiro de 2020, sendo 33 mulheres e 31 homens. A idade dos participantes variou entre 18 e 78 anos. Quanto à escolaridade, 56,25% possuíam apenas o ensino fundamental incompleto e apenas 4,69% dos entrevistados possuíam renda maior que três salários mínimos. Foram registradas 1.102 citações de aves, das quais 599 citações eram para uso humano, referentes a 87 espécies, distribuídas em 20 Ordens e 35 Famílias, sendo 36 espécies utilizadas para comércio, 18 para captura esportiva, 18 para alimentação e 17 como animal de estimação. Para avaliar a influência dos fatores socioeconômicos no conhecimento das aves e usos empregados, foram realizados testes de correlação de Spearman e Kruskal-Wallis. Observou-se que a renda das famílias está inversamente relacionada à presença de aves em cativeiro na casa (p=0,03). Pessoas que usam gás citaram mais espécies de aves usadas na alimentação do que pessoas que usam lenha (p=0,03). Quanto mais precárias as condições das fontes de água, maior o conhecimento de espécies de aves usadas na alimentação (p=0,04). A escolaridade influenciou negativamente e a idade influenciou positivamente o conhecimento de uso caça esportiva (p<0,01, e, p=0,05, respectivamente). Quanto maior o número de plantas agrícolas cultivadas para alimentação da família menor o conhecimento de aves (p=0,03). Não houve correlação significativa entre as variáveis ‘conhecimento do número de espécies de aves’ e ‘usos das espécies de aves’, e as variáveis ‘fonte de energia’, ‘tempo de residência’ e ‘gênero’. Nossos resultados mostram que os fatores socioeconômicos influenciam o conhecimento sobre as aves na APA e RVS da Ararinha Azul e o tempo de exposição ao ambiente influencia positivamente no conhecimento sobre as espécies de aves silvestres de sua região. Demonstrou-se que os residentes com menor escolaridade e menor renda tendem a manter aves em cativeiro e a realizarem caça esportiva.