BIOLOGIA SUBTERRÂNEA

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    Chiropterofauna (Mammalia: Chiroptera) from the Altamiro de Moura Pacheco State Park, Goiás, Brazil
    (2024-01-09) Carvalho, Erica Santos de; Pena, Simone Almeida; Alexandre, Rafaela Jemely Rodrigues; Dias-Silva, Karina; Bastos, Rogério Pereira; Oprea, Monik; Brito, Daniel; Silva, Jessica Conceição da; Vieira, Thiago Bernardi
    The Brazilian Cerrado is undergoing important changes. It is estimated that 70% of its natural area has converted to human use. The loss and fragmentation of natural habitats is considered the main cause of species loss in ecosystems. However, the lack of knowledge of biodiversity makes it difficult to design effective conservation measures. This article presents a list and an estimate of the richness of bats in the Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco (PEAMP) in Goiás. All collected bats belong to the Phyllostomidae family, with Carollia perspicillata (67%) and Artibeus planirostris (18%) representing 86% of the captured individuals.
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    Taxonomia integrativa de ácaros ectoparasitas de morcegos em cavernas brasileiras (Acari: Macronyssidae, Spinturnicidae, Leeuwenhoekiidae)
    (2023-08-28) Almeida, Brenda Karolina Gomes; Pepato, Almir Rogério; Santos, Adalberto José dos; Perini, Fernando Araújo; Morales-Malacara, Juan Bibiano; Graciolli, Gustavo
    Os morcegos são cruciais para o fluxo de matéria e energia dentro de cavernas, pois a ausência de produção primária por meio da fotossíntese torna o guano (fezes) produzido por esses animais fundamentais para a manutenção dos organismos em muitas cavidades. Consequentemente, os parasitas a eles associados são de especial relevância, incluindo alguns ácaros ectoparasitas como os das famílias Spinturnicidae e Macronyssidae (Ordem Mesostigmata), e larvas do gênero Whartonia (Leeuwenhoekiidae, Trombidiformes). Parte desses ácaros vivem durante todo o ciclo de vida sobre os morcegos (Spinturnicidae), enquanto outros passam parte do seu ciclo de vida no assoalho das cavernas, sendo importantes componentes dessas comunidades (alguns Macronyssidae e Whartonia). No Brasil, foram registradas 67 espécies de ácaros associados a morcegos, distribuídas em 10 famílias, o que é uma pequena fração da diversidade esperada se comparada a outras regiões, mesmo com uma diversidade menor de hospedeiros. Esta tese teve como objetivo contribuir para o conhecimento taxonômico dos ácaros ectoparasitas de morcegos em cavernas no Brasil. Foram analisados espécimes de ácaros ectoparasitas de morcegos cavernícolas depositados na coleção Acarológica do Centro de Coleções Taxonômicas da UFMG e provenientes de novas coletas, compreendendo cavidades de Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro. Para tal, foi utilizada uma abordagem integrativa, compreendendo dados moleculares, morfológicos e ecológicos. A morfologia foi descrita usando técnicas microscópicas e fotográficas tradicionais, de acordo com as práticas adotadas na literatura taxonômica dos diferentes grupos abordados. O DNA dos ácaros foi extraído e foram sequenciados marcadores moleculares como os gene 16S, COI e 28S de acordo com a disponibilidade de marcadores em bases públicas de dados como o GenBank e o BOLD System V4. Os marcadores moleculares foram utilizados para inferência filogenética ou técnicas de delimitação de espécies como o bGMYC e o Stacey. Os dados de zonação nas cavernas também foram disponibilizados quando possível. Como resultados, foi descrito um novo gênero e nova espécie de Macronyssidae, Chiasmanyssus cavernicola Gomes-Almeida & Pepato, 2021, baseado em exemplares encontrados em cavernas de Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro, bem como todos os estágios ativos. Foram descritos os estágios pós-larvas de duas espécies de Whartonia, W. pachywhartoni and W. nudosetosa, antes conhecidas apenas por larvas, utilizando marcadores moleculares para associação dos estágios heteromórficos. Finalmente foi criado um banco de dados de DNA Barcoding para a identificação das espécies de Periglischrus (Spinturnicidae) encontradas em cavernas de Minas Gerais, publicado no BOLD System V4, juntamente com sequências COI e a fotodocumentação dos exemplares testemunho. Os dados moleculares obtidos permitiram concluir que W. pachywhartoni tem maior diferenciação genética e parece ter a sua estruturação genética influenciada pela distribuição dos ambientes subterrâneos onde seus estágios pós-larvas habitam. Já P. iheringi tem menor diferenciação genética, aparentemente mais intimamente ligada aos seus hospedeiros morcegos.
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    Análise quantitativa da receptividade a presença de abrigos de morcegos hematófagos Desmodus rotundus no município de São Pedro/SP
    (2022) Mialhe, Paulo Jacques; Moschini, Luiz Eduardo; Piga, Fabíola Geovanna
    O morcego hematófago Desmodus rotundus é o principal transmissor da raiva dos herbívoros, responsável por enormes prejuízos econômicos na pecuária na América Latina. Devido às interações de D. rotundus como meio ambiente, o risco da raiva nos herbívoros pode ser explicado pela vulnerabilidade e a receptividade do ambiente a capacidade do ecossistema albergar populações de D. rotundus. Utilizando de Sistema de Informações Geográficas foram analisados quantitativamente os seguintes determinantes de receptividade em que se encontravam os abrigos de morcegos hematófagos D. rotundus nomunicípio de SãoPedro - SP tipo de solo e geologia, uso e cobertura do solo, declividade, hipsometria e proximidade a corpos de água. Foram localizados oito abrigos de D. rotundus, sendo dois abrigos naturais uma gruta de arenito de Geologia Formação Piramboia e Neossolo Quartzarênico habitada por apenas um morcego, e outra gruta basáltica de Geologia Formação Itaqueri e Latossolo Vermelho-amarelo comum a população estimada de 100 D. rotundus. 75% dos abrigos estava em áreas de pastagem e cana de açúcar, seguido por áreas de vegetação nativa e vegetação riparia associada a pastagens. A presença de abrigos de D. rotundus em áreas de cultura canavieira e pastoril em quantidade superior a áreas de cobertura florestal ressalta a importância de oferta de abrigos artificiais em áreas agrícolas. A declividade do terreno em que se encontravam os abrigos variou de 3% a 29%. 62,5% dos abrigos estavam em áreas com baixas declividades com presença de pastagens, porém próximos a áreas de relevo mais escarpado e vegetação nativa com altitudes que variaram entre 475 m e 929 m. Todos os abrigos estavam localizados próximos a corpos d'agua. Apesar de corpos d'agua não constarem como fator de receptividade à presença de abrigos de D. rotundus no modelo epidemiológico indicado pelo Manual de Combate a Raiva dos Herbívoros - MAPA, no presente estudo a proximidade de todos os abrigos de D. rotundus a corpos d'agua evidencia a importância deste fator na receptividade ambiental à presença de abrigos destes morcegos, tornando relevante a inclusão deste fator nos modelos epidemiológicos de controle da raiva dos herbívoros. Desta forma faz-se necessária uma reavaliação da importância dos fatores de receptividade à presença de abrigos de D. rotundus nos modelos epidemiológicos, considerando a escala e particularidades de cada região em estudo, a inclusão outros tipos de formação geológica além da calcária para formação de abrigos naturais, a inclusão de novos tipos e cobertura de solo e a proximidade de corpos d'agua.