Navegando por Assunto "Quelônios"
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Item A conservação da tartaruga-da-Amazônia em unidades de conservação no Médio Rio Araguaia.(2014) Moreira, Paula Kamila Fonseca Neto; Silva, Wilian Vaz; Balestra, Rafael A. MachadoPodocnemis expansa (tartaruga-da-Amazônia) é o maior quelônio de água doce da América do Sul e culturalmente sofre pressão cinegética por parte da população ribeirinha. Este estudo analisa dados obtidos em dois períodos nas décadas de 1980 e 2000 no manejo reprodutivo de P. expansa no PARNA Araguaia e na APA Meandros do rio Araguaia. Os resultados evidenciam diferença estatisticamente significativa apenas para o número de ovos violados no período de 2002 a 2006 nas duas Unidades de Conservação. Vários fatores estão relacionados como a predação natural, ações de manejo incorretamente desenvolvidas e pressão antrópica. O melhor planejamento das ações a serem implementadas deve ser um fator a ser considerado nas atividades de manejo reprodutivo da espécie nas UCs avaliadas.Item Avaliação Da Produção Científica sobre as Espécies do Gênero Podocnemis (Tartarugas de Água Doce): Implicações para a Conservação(2014) Siqueira, Karla Costa; Carvalho, Priscilla de; Balestra, Rafael A. MachadoO gênero Podocnemis é amplamente distribuído pela América do Sul, e é representado por seis espécies de água doce: Podocnemis vogli, P. lewyana, P. erythrocephala, P. sextuberculata, P. expansa e P. unifilis, sendo que as quatro últimas ocorrem no Brasil. Este estudo teve como objetivo realizar uma análise quantitativa dos estudos sobre essas espécies, contribuindo para o conhecimento sobre quais os principais temas de pesquisa abordados e quais as lacunas de informação verificadas. Foi realizado um levantamento em todos os bancos de dados que integram o Thomson ISI, utilizando a palavra-chave “Podocnemis”, considerando todas as séries temporais informações registradas. Os resultados demonstraram o crescimento acentuado no número de artigos científicos nos últimos dez anos sobre as espécies do gênero em questão, a maioria desenvolvido no Brasil. As espécies mais estudas foram P. expansa (24,8%) e P. unifilis (27,1%), que apresentam as maiores áreas de distribuição geográfica, e são também amplamente exploradas pelo homem no consumo e comércio ilegais. Considerando os objetivos dos artigos científicos avaliados, os temas mais abordados em todas as séries históricas de dados disponíveis foram sobre conservação (36,9%), nidificação (28,3%), reprodução (19,7%), variabilidade genética (12,5%) e outros (2,6%), dentre as 387 publicações constantes nos bancos de dados considerados. Foram mapeados os pontos de registro das espécies pesquisadas constantes nas publicações analisadas (211) e plotados os pontos de endereçamento dos centros de pesquisa envolvidos na execução dos artigos apreciados (39), e essa análise demonstrou que a presença permanente de pesquisadores ou grupos de pesquisas nas proximidades do ambiente de estudo (residentes em municípios com instituições de pesquisa) favorece a pesquisa científica com o grupo animal em voga. Podem-se caracterizar, assim, lacunas no conhecimento das demais espécies que apresentam menor área de distribuição e que ocorrem em regiões mais remotas, distantes dos centros urbanos dotados de entidades de pesquisa.- CAÇA E MANEJO DE FAUNA SILVESTRE NO BRASIL: ASPECTOS LEGAIS E O EXEMPLO DOS QUELÔNIOS E CROCODILIANOS(Atena Editora, 2019) Balestra, Rafael Antônio Machado; Brazil, Marilene Vasconcelos da Silva; Aguilera, Jorge González; Zuffo, Alan MarioA “caça” no Brasil é matéria de competência legal concorrente e difusa entre a União e os Estados. Há evidente omissão legislativa da União quanto a esse tema, inclusive quanto à modalidade “caça de subsistência”. Em face dessa fragilidade legal, há margem interpretativa razoável para conceber que aos Estados recaia a plena competência sobre esse assunto, podendo assim regulamentar a caça, seja ela para subsistência ou outra modalidade com viés comercial. Neste trabalho, objetivou se defender que o conceito de caça pode ser entendido como uma estratégia de manejo de fauna, normatizada em um sistema metodológico padronizado, como uma modalidade de manejo adaptativo. São condições elementares para o sucesso no manejo de recursos de uso comum, incluindo a caça sustentável, a partir da implementação de planos de manejo locais, a definição clara e objetiva dos seus usuários, das instâncias autorizativas e fiscalizatórias competentes, sendo que quanto menor for o processo burocrático envolvido, maior a eficiência de implementação desses planos. É importante para o poder público reconhecer que o manejo da fauna já ocorre, mesmo quando não é autorizado pelo órgão competente. O quadro atual que predomina é o de livre acesso, sem qualquer forma de regulação além de ações de proteção que ocorrem em frequência totalmente insuficientes para coibir os ilícitos ambientais, sendo esse o pior cenário para garantir o uso sustentável da fauna
- Conservação dos quelônios amazônicos no Brasil(Ibama, 2019) Luz, Vera Lúcia Ferreira; Malvasio, Adriana; Balestra, Rafael Antônio Machado; Salera Júnior, Giovanni; Leão Souza, Valéria; Portelinha, Thiago Costa Gonçalves; Uhlig, Vívian Mara; Portal, Rubens da Rocha; Lacava, Roberto Victor; Balestra, Rafael Antônio MachadoO Capítulo 1 do livro aborda a conservação dos quelônios amazônicos no Brasil, destacando a importância do Bioma Amazônia. Este bioma é o maior do país e representa cerca de 30% das florestas tropicais remanescentes no mundo, com uma área de aproximadamente 4,5 milhões de km². A Amazônia possui uma enorme diversidade de ambientes e habitats, resultando em uma rica biodiversidade que inclui milhares de espécies de plantas e vertebrados, sendo que 10% de toda a diversidade do planeta está presente nessa região.
Item Conservação dos quelônios continentais no Brasil.(2019-02) Valadão, Rafael Martins; Silva, Daniel de Paiva; Brito, Elizângela Silva de; Côrtes, Lara Gomes; Instituto Federal Goianio; Silva, Daniel de Paiva; Castro, André Luis da Silva; Faleiro, Frederico Augusto Martins ValtuilleO conteúdo trata do Programa de Pós-Graduação em Conservação de Recursos Naturais do Cerrado, com foco na conservação dos quelônios continentais no Brasil. Este estudo investiga a distribuição das espécies de quelônios, identifica lacunas na amostragem, avalia a proteção oferecida por unidades de conservação e identifica áreas prioritárias para a conservação dessas espécies.- A Conservação e Pesquisa das Tartarugas Marinhas no Nordeste Brasileiro pelo Projeto Tamar(2016) Marcovaldi, Maria Ângela; Thomé, João Carlos A.; Bellini, Claudio; Silva, Augusto César C. D. da; Santos, Armando J. B.; Lima, Eduardo H. S. M.; Feitosa, Ricardo S. C.; Goldberg, Daphne W.; Lopez, Gustave; Marcovaldi, GuyO Projeto TAMAR é um programa de conservação de tartarugas marinhas coordenado pelo Centro TAMAR (ICMBio) e executado em parceria com a Fundação Pró-TAMAR. Pioneiro no Brasil, iniciou suas atividades em 1980, quando as colônias reprodutivas de tartarugas marinhas mais expressivas apresentavam o ciclo interrompido, a maioria das fêmeas que subiam às praias eram abatidas e tinham seus ovos coletados para consumo. Trinta e cinco anos depois, com uma atuação que abrange cerca de 1.100 km de litoral, o número de ninhos para quatro das cinco espécies que ocorrem no Brasil começam a dar sinais de recuperação. Os desafios de hoje mudaram com o surgimento de novas ameaças, dentre as quais podemos ressaltar, a pesca incidental, desenvolvimento costeiro, poluição e mudanças climáticas. Com uma extensa experiência em educação ambiental, sensibilização pública, geração de 1800 oportunidades de trabalho local e produção de conhecimento, o Projeto TAMAR é referência mundial de iniciativas bem sucedidas para a conservação marinha.
- Manejo dos tabuleiros de Quelônios(UNISOL/UFAM, 2015) Andrade, Paulo Cesar Machado; Duarte, João Alfredo Mota; Azevedo, Sandra Helena; Balestra, Rafael Antônio Machado; Andrade, Paulo Cesar MachadoOs quelônios são utilizados por populações ribeirinhas há centenas de anos. Apesar do declínio populacional em localidades da Amazônia, eles têm grande importância ecológica, além de cultural e alimentar nos modos de vida ribeirinhos, representando importante alimento de subsistência, para as populações locais. Tradicionalmente, utilizados como recurso alimentar pelos povos amazônicos (Costa, 1999; Andrade, 1988; Smith et al., 1979), tartarugas (Podocnemis expansa), tracajás (Podocnemis unifilis), iaçás (P.sextuberculata) e suas praias de nidificação (tabuleiros) foram protegidas pelos antigos donos de seringais, principalmente, nos rios Purus e Juruá, sendo posteriormente protegidas por comunidades de ribeirinhas. Onde o trabalho de proteção de praia foi feito de forma participativa, envolvendo órgãos ambientais, prefeitura, comunidades e colaboradores, as atividades de conservação propiciaram a manutenção de populações significativas destes quelônios aquáticos de extrema importância ecológica e sócio-econômica (Andrade et al., 2008). Para resgatarmos o histórico de luta para conservação de quelônios nas regiões dos rios Purus (Lábrea, Canutama e Tapauá), Juruá (Juruá, Carauari, Eirunepé, Itamarati), Madeira (Manicoré, Novo Aripuanã e Borba), Uatumã e Negro foram analisados relatórios técnicos (1974-2014) do Projeto Quelônios da Amazônia/IBAMA (74) e analisadas autorizações de proteção de praia (138) concedidas pelos órgãos ambientais responsáveis (entre 1964-2004). Essas informações serviram para caracterizar como eram feitas as atividades de proteção aos quelônios em grandes sítios de nidificação (tabuleiros), o que passaremos a descrever neste capítulo, associando as novas diretrizes definidas pelo RAN para o manejo conservacionista desses locais de reprodução.