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Navegando por Autor "Serafini, Patrícia Pereira"

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    An overview of migratory birds in Brazil
    (Papéis Avulsos de Zoologia, 2018) Somenzari, Marina; Amaral, Priscilla Prudente do; Cueto, Victor R.; Guaraldo, André de Camargo; Jahn, Alex E.; Lima, Diego Mendes; Lima, Pedro Cerqueira; Lugarini, Camile; Machado, Caio Graco; Martinez, Jaime; Nascimento, João Luiz Xavier do; Pacheco, José Fernando; Paludo, Danielle; Prestes, Nêmora Pauletti; Serafini, Patrícia Pereira; Silveira, Luís Fábio; Sousa, Antônio Emanuel B. A. de; Sousa, Nathália Alves de; Souza, Manuella Andrade de; Telino-Júnior, Wallace Rodrigues; Whitney, Bret Myers
    We reviewed the occurrences and distributional patterns of migratory species of birds in Brazil. A species was classi fied as migratory when at least part of its population performs cyclical, seasonal movements with high fidelity to its breeding grounds. Of the 1,919 species of birds recorded in Brazil, 198 (10.3%) are migratory. Of these, 127 (64%) were classified as Migratory and 71 (36%) as Partially Migratory. A few species (83; 4.3%) were classified as Vagrant and eight (0,4%) species could not be defined due to limited information available, or due to conflicting data.
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    Avaliação de Conservação Ex Situ para a Conservação Integrada do PAN Papagaios e Periquito-cara-suja no Brasil
    (2019) Fernandes, K. C.; Bosso, P.; Faria, A. R. G.; Kanaan, Vanessa T.; Martinez, Jaime; Miyaki, Cristina; Nunes, Fabio; Oliva, Ligia R.; Prestes, Nêmora P.; Raso, Tania F.; Scherer-Neto, Pedro; Seixas, Glaucia H. F.; Serafini, Patrícia Pereira; Somenzari, Marina; Sipinski, Elenise A.; Traylor-Holzer, K.
    Este workshop foi realizado para avaliar a potencial contribuição de atividades ex situ para a conservação de sete espécies de aves no Brasil para complementar os Planos de Ação Nacionais (PAN) existentes e apoiar uma abordagem de conservação integrada. Essa integração é melhor alcançada através de uma avaliação cuidadosa por especialistas in situ e ex situ, com base no melhor conhecimento científico disponível e usando as diretrizes da UICN. Este relatório documenta esse processo avaliativo relacionado ao manejo ex situ para conservação dessas espécies e apresenta as recomendações resultantes de maneira transparente, permitindo sua aplicação futura. Este documento pode ajudar instituições nacionais e internacionais a decidir colaborar com um nível de confiança mais alto. As decisões e ações serão monitoradas, reavaliadas e aprimoradas sempre que possível.
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    Intraspecific variation of trace elements in the kelp gull (Larus dominicanus): influence of age, sex and location
    (Heliyon, 2021) Pedrobom, Jorge Henrique; Menegario, Amauri A.; Gemeiner, Hendryk; Sulato, Everton Tiago; Elias, Lucas Pellegrini; Serafini, Patrícia Pereira; Rodrigues, Claudinei Jose; Barreto, Andre S.; Araújo Júnior, Marcus Antonio G. de
    Hepatic tissue of Larus dominicanus sampled on the coastline of the state of Santa Catarina in Brazil between October 2016 and May 2018 was used to evaluate intraspecific trends and spatial distribution of essential trace elements (Mn, Co, Cu, Zn, Mo and Cr) and non-essential trace elements (As, Pb, Cd, Hg, Ba and V). Principal Component Analysis (PCA) indicated differences in the bioaccumulation of trace elements between female adults and male adults, differences to sex and age were indicated by Kruskal-Wallis test. Heat maps suggest hot spots in locals with high concentration of trace elements in liver of Larus dominicanus. In general, the concentration of trace elements were comparable with values reported in other studies carried out for this species in South America and other regions of the world. The heat maps showed to be a promising tool to identify influences of the locality on bioaccumulation of trace elements in Larus dominicanus.
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    Métodos para Avaliação da Exposição a Poluentes Plásticos em Procellariiformes: Revisão e Padronização de Protocolos
    (Biodiversidade Brasileira, 2021) Gallo, Luciana; Uhart, Marcela; Pereira, Alice; Serafini, Patrícia Pereira
    A presença de resíduos antropogênicos em águas oceânicas e sua ingestão por aves marinhas tem sido alvo de um crescente número de estudos. Os Procellariiformes são particularmente suscetíveis à ingestão de plástico, uma vez que se alimentam preferencialmente de pequenas presas na superfície da água, onde os plásticos tendem a flutuar e se acumular. Após revisão bibliográfica e aplicação prática de técnicas em campo e laboratório, apresentamos um protocolo padronizado de amostragem para a avaliação da ingestão de plásticos por Procellariiformes que inclui recomendações para opções de tipos e fontes de amostras, além de adaptações à coleta para atender a diversos objetivos de pesquisa. As amostras podem ser coletadas de animais mortos oriundos da captura incidental em atividades de pesca; encalhes de praia; aves mortas nas colônias ou centros de reabilitação; animais vivos em colônias ou centros de reabilitação; ou amostragem não invasiva por meio das fezes, bolos alimentares e ovos não eclodidos. Além disso, sugerimos tipos de análises possíveis, materiais necessários e rotinas de limpeza para evitar a contaminação durante a coleta e processamento. O uso de protocolos padronizados aumenta a consistência, comparabilidade e a reprodutibilidade, permitindo comparações entre estudos em escalas temporais e espaciais diferenciadas.
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    Trabalhos publicados em eventos
    Monitoramento reprodutivo da Grazina-do-bico-vermelho (Phaethon aethereus) no ParNaMar dos Abrolhos: Resultados e perspectivas
    (2019) Ferreira, Lucas Cabral Lage; Barbosa, Maria Bernadete Silva; Figueiredo, Barbara Santos; Serafini, Patrícia Pereira; Nunes, Guilherme Tavares; Efe, Marcio Amorim; Bugoni, Leandro; Repinaldo Filho, Fernando Pedro Marinho
    Este estudo apresenta resultados iniciais do Programa de Monitoramento das Aves Marinhas do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, acerca da reprodução de grazinas Phaethon aethereus, listada como ameaçada de extinção na lista vermelha nacional. De outubro/2017 a dezembro/2018 foram monitorados, mensalmente, 123 ninhos nas ilhas Siriba, Redonda e Santa Bárbara. Além disso, foram realizadas expedições em junho e novembro/2018 para verificação de todos os ninhos marcados nas cinco ilhas do arquipélago. No total, foram identificados 611 (junho) e 619 (novembro) ninhos de grazina. Destes, 35% e 21,6% estavam ativos, respectivamente. O estágio predominante foi “ovo”. Ninhos ativos ocorrem em todos os meses, mais intensamente entre fevereiro e junho. Dos 142 eventos reprodutivos registrados, 57,7% falharam, principalmente na transição entre os estágios de ovo e ninhego com 0-3 semanas de idade (59,8%). As maiores porcentagens de falha foram registradas nas ilhas Siriba (63%), Santa Bárbara (54%) e, Redonda (52%). Vestígios de predação por ratos (Rattus rattus) foram verificados em alguns ninhos (i.e. ovos com cascas roídas), mas cabras, formigas e aranhas caranguejeiras também podem representar impactos sobre o sucesso reprodutivo. Medidas futuras incluem a continuidade do monitoramento e a instalação de armadilhas fotográficas para identificar a causa das falhas. Iniciativa em curso para erradicar e controlar espécies exóticas (e.g. roedores) no Arquipélago dos Abrolhos poderão contribuir com o aumento no sucesso reprodutivo na principal colônia de P. aethereus no Brasil.
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    Capítulo de livro
    Principais enfermidades (Reabilitação de Procellariiformes (albatrozes, petréis e pardelas))
    (Comunnicar, 2020) Vanstreels, R. E. T.; Serafini, Patrícia Pereira; Uhart, Marcela
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    Relatório anual de rotas e áreas de concentração de aves migratórias no Brasil
    (2016) Oliveira, Ailton Carneiro de; Barbosa, Antônio Eduardo Araújo; Sousa, Antônio Emanuel Barreto Alves de; Lugarini, Camile; Lima, Diego Mendes; Nascimento, João Luiz Xavier do; Souza, Manuella Andrade de; Somenzari, Marina; Souza, Nathalia Alves de; Serafini, Patrícia Pereira; Amaral, Priscilla Prudente do; Rossato, Renata Membribes; Medeiros, Rita de Cassia Surrage de; ICMBio
    O Brasil ocupa uma posição de destaque no cenário mundial em termos de biodiversidade de aves, sendo inclusive rota de muitas espécies migratórias, que se deslocam, regular e sazonalmente, entre duas ou mais áreas distintas, sendo uma delas seu local de reprodução. Essa característica notável traduz-se em uma enorme responsabilidade frente ao compromisso de conservação dessas espécies que muitas vezes extrapolam limites geopolíticos. Ao longo de sua rota migratória, as aves utilizam diversas áreas para descanso e alimentação, que são de grande importância para manutenção do seu ciclo de vida e, consequentemente, de suas populações. Essas áreas vêm sendo drasticamente reduzidas e alteradas por atividades antrópicas como, por exemplo, a implantação de parques eólicos, que têm ganhado bastante espaço e incentivo por ser considerada fonte de energia limpa, renovável e de baixo impacto ao meio ambiente. No entanto, esses empreendimentos representam uma ameaça às aves, considerando que sua implantação gera efeitos secundários capazes de promover significativa redução populacional de certas espécies, inclusive as migratórias. Alguns dos efeitos negativos resultantes de parques eólicos são: a criação de barreiras à livre movimentação das populações, mortalidade devido a colisões e perda de habitat durante a instalação de turbinas e infraestrutura associada. É preciso levar em consideração ainda os efeitos cumulativos gerados pela implantação de diversos parques próximos. Por se tratar de uma atividade recente em território brasileiro e com poucos dados publicados no país, os impactos negativos decorrentes desses empreendimentos precisam ser melhor investigados e sua implantação deve seguir critérios mais rigorosos e minimamente uniformizados. Nessa perspectiva, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) publicou a resolução N° 462, de 24 de julho de 2014, estabelecendo os procedimentos para o licenciamento ambiental de empreendimentos de geração de energia elétrica a partir de fonte eólica em superfície terrestre, no território brasileiro. Essa resolução prevê que o órgão licenciador deve exigir estudos e relatório de impacto ambiental e realizar audiências públicas quando o empreendimento estiver localizado em áreas de concentração ou rotas de aves migratórias, cabendo ao CEMAVE/ICMBio indicá-las em território nacional. A elaboração do presente documento demandou grande esforço visando resgatar e sistematizar o conhecimento disponível na literatura, no processo de avaliação do estado de conservação da avifauna brasileira, nos Planos de Ação Nacionais e nos registros de anilhamento do Sistema Nacional de Anilhamento (SNA.Net). Essa compilação de dados permitiu a definição, nos estados da Federação, de áreas importantes para a conservação de aves migratórias por meio dos locais de concentração de espécies, congregações de indivíduos e sítios de nidificação. Tais áreas foram confrontadas com a localização atual e a perspectiva de implantação de empreendimentos eólicos, tendo como base dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Observa se que, atualmente, a sobreposição entre empreendimentos (instalados e/ou previstos) e áreas relevantes para a conservação de aves migratórias é especialmente preocupante no Nordeste e no Sul do Brasil. O monitoramento adequado dos impactos negativos gerados pelos parques eólicos no Brasil (estudos padronizados com ao menos um ano de duração antes da instalação e por cerca de cinco anos após o início da operação) trará lições valiosas para futuros licenciamentos. Com o intuito de minimizar potenciais impactos negativos, são apresentadas recomendações de medidas preventivas já testadas em outros países, como: uso de luzes intermitentes e estruturas tubulares nas torres, instalação de radares acoplados a dispositivos que desliguem as turbinas em caso de aproximação de bandos de aves, recolhimento de carcaças próximas às turbinas para evitar a atração de outras aves, monitoramento diário da área em períodos críticos de migração, dentre outros. Esse trabalho adequa-se ao modelo de desenvolvimento responsável, sinalizando a necessidade de permitir o crescimento econômico e social sem negligenciar a conservação da biodiversidade.
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    Relatório anual de rotas e áreas de concentração de aves migratórias no Brasil
    (2014) Oliveira, Ailton Carneiro de; Barbosa, Antônio Eduardo Araújo; Sousa, Antônio Emanuel Barreto Alves de; Paludo, Danielle; Lima, Diego Mendes; Nascimento, João Luiz Xavier do; Souza, Manuella Andrade de; Arantes, Murilo Sérgio; Serafini, Patrícia Pereira; Amaral, Priscilla Prudente do; Rossato, Renata Membribes; Medeiros, Rita de Cassia Surrage; ICMBio
    A Resolução No 462, de 24 de julho de 2014, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), estabelece procedimentos para o licenciamento ambiental de empreendimentos de geração de energia elétrica a partir de fonte eólica em superfície terrestre e dá outras providências. Como consequência deliberou-se, no tocante ao enquadramento do empreendimento (Capitulo II – Dos Procedimentos Gerais para o Licenciamento Ambiental), em seu Art. 3º, §3º que “Não será considerado de baixo impacto, exigindo a apresentação de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), além de audiências públicas, nos termos da legislação vigente, os empreendimentos eólicos que estejam localizados (.... item V) em áreas regulares de rota, pousio, descanso, alimentação e reprodução de aves migratórias constantes de Relatório Anual de Rotas e Áreas de Concentração de Aves Migratórias no Brasil a ser emitido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – Instituto Chico Mendes, em até 90 dias. Considerando que o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres – CEMAVE, vinculado à Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, é o Centro especializado em aves silvestres do órgão, coube ao CEMAVE a elaboração do presente Relatório, o qual contém a indicação das principais áreas importantes para aves migratórias no Brasil.
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    Relatório de Rotas e Áreas de Concentração de Aves Migratórias no Brasil
    (2019) Barbosa, Antônio Eduardo Araújo; Gomes, Camila Garcia; Lugarini, Camile; Paludo, Danielle; Mendes, Diego Lima; Souza, Manuella Andrade de; Fialho, Marcos de Souza; Santos, Mauricio Cavalcante dos; Alves, Nathalia; Serafini, Patrícia Pereira; Amaral, Priscilla Prudente do; ICMBio
    Parques eólicos para produção de energia elétrica têm contribuído para a construção de uma matriz energética mais limpa e renovável. No entanto, podem representar uma ameaça a grupos específicos como aves e morcegos. Nessa perspectiva, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) publicou uma resolução que prevê que o órgão licenciador deve exigir estudos e relatório de impacto ambiental e realizar audiências públicas quando o empreendimento estiver localizado em áreas de concentração ou rota de aves migratórias, aqui chamadas de Áreas Importantes, cabendo ao ICMBio/CEMAVE indicá-las através do presente relatório, sendo essa sua terceira edição. Para identificar essas Áreas Importantes, realizamos um planejamento sistemático de priorização de áreas ocupadas por espécies sensíveis a empreendimentos eólicos por meio do software Zonation. Somamos a esse resultado áreas de descanso, alimentação ou reprodução que concentram indivíduos de espécies migratórias citadas em publicações científicas ou sugeridas por especialistas. Para o Zonation, estabeleceu-se uma meta de priorização de mais de 90% das células com registro de ocorrência de espécies migratórias ameaçadas e de 100% para as raras, ao mesmo tempo em que seleciona as células de maior riqueza de espécies. Das 6.823 células que apresentaram ao menos um registro de espécie migratória, foram priorizadas 2.047 células, ou seja, 30% das células foram mantidas na solução final. Somando-se a isso, foram apontadas 75 áreas (2.305 células) em 21 estados. Cada área elencada foi identificada, sendo apresentada a justificativa de inclusão e a fonte da informação. Devido a uma disponibilidade desigual de informações, a maior parte das áreas levantadas apresenta ocorrências de espécies migratórias limícolas e costeiro-oceânicas, sendo poucas as áreas regulares de rota, pousio, descanso, alimentação e reprodução para um número expressivo de espécies florestais ou campestres. A área total, considerando as Áreas Importantes por expressiva concentração de indivíduos e as elencadas pelo Zonation, somou 346.262,24 km2 (4.091 células), ou aproximadamente 4% da superfície do Brasil. Embora todos os estados brasileiros tenham apresentado áreas priorizadas, o padrão geral de distribuição espacial das Áreas Importantes ainda se mostra bastante pulverizado, o que reflete, a despeito do grande número de registros compilados, um cenário com muitas lacunas de conhecimento. Em outras palavras, há muitas áreas com pouco ou nenhum esforço amostral, em especial para a Amazônia e nas áreas distantes de rodovias.
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    Trabalhos publicados em eventos
    Resiliência populacional da fragata (Fregata magnificens) no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, Bahia
    (2019) Campolina, Cynthia; Barbosa, Maria Bernadete Silva; Lage, Lucas Cabral; Bugoni, Leandro; Nunes, Guilherme Tavares; Serafini, Patrícia Pereira; Efe, Marcio Amorim
    Perturbações antrópicas são uma das grandes preocupações para a conservação da biodiversidade. Maior vulnerabilidade a eventos catastróficos ocorre em espécies que se agregam em colônias. A fragata (Fregata magnificens) se reproduz em colônias sobre arbustos e árvores. Em Abrolhos, a espécie nidifica sobre touceiras de capim na ilha Redonda. Este estudo avaliou a resposta desta população ao incêndio de dezembro/1996, durante as comemorações de final de ano. Dados de contagens de ninhos antes do incêndio (1995 e 1996), após o incêndio (1999-2012 e 2017-2018) foram obtidos. O incêndio causou a morte de 42 adultos, 200 filhotes e inúmeros ovos. Após nove meses do incêndio, toda a população reprodutiva da ilha Redonda mudou-se para a ilha Sueste. A colônia restabeleceu-se na ilha Redonda no ano de 1999. Nos três anos após o incêndio, somente 25% da população original se reproduziu na ilha (n= 429 casais). Contagens posteriores foram de 209, 782, 539 e 723 ninhos ativos em 1999, 2012, 2017 e 2018, respectivamente. O impacto do fogo em ambientes insulares costuma ser desastroso e, em Abrolhos, a população demorou mais de 10 anos para se recompor. Contagens atuais demonstram o retorno da colônia e a recuperação da população. Estes resultados ressaltam a importância do monitoramento para a compreensão de processos ecológicos em resposta à ação humana, mas também a vulnerabilidade de áreas reprodutivas de aves às atividades envolvendo fogos de artifício.
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    Trabalhos publicados em eventos
    Uso do mar pela Grazina-de-bico-vermelho (Phaethon aethereus) em Abrolhos durante o período reprodutivo
    (2019) Rodrigues, Diego Alexandre Salgueiro; Efe, Márcio Amorim; Bugoni, Leandro; Nunes, Guilherme Tavares; Serafini, Patrícia Pereira
    O padrão de distribuição e comportamento de forrageio utilizado pelas aves marinhas é restrito durante a época reprodutiva, devido à necessidade dos adultos proverem alimento regularmente para si e filhotes. Este estudo identifica as áreas de forrageio de Phaethon aethereus na maior colônia do Oceano Atlântico sul. Para o rastreamento das aves foram utilizados GPS miniaturizados, impermeabilizados e configurados para obter um ponto a cada três minutos. Sete indivíduos cuidando de filhotes em estágios iniciais de desenvolvimento foram rastreados em junho e novembro de 2018. Duas estratégias de forrageio foram observadas: viagens curtas e longas, padrão já conhecido para espécies deste gênero. As curtas ocorreram próximas ao arquipélago e as longas próximas da quebra da plataforma continental. A direção das viagens (n= indivíduos) em novembro foi para Sudoeste (n=3) e em junho para Sudeste (n=4), semelhante a dados de julho de 2012. Essa variação provavelmente ocorre em função da dinâmica temporal na distribuição dos recursos alimentares ou grupos distintos reproduzindo em picos em junho e fevereiro. Um dos indivíduos chegou a 20 km da costa de São Mateus, ES. A maior distância foi de 129 km a Sudeste da colônia, próxima à quebra da plataforma. Este estudo demonstra a alta mobilidade de P. aethereus durante o período reprodutivo, que reforça a importância do rastreamento remoto como ferramenta para estudos ecológicos e para subsídio a ações de conservação de aves marinhas.

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