Encalhes e interação da pesca costeira com tartarugas marinhas em Anchieta – Espírito Santo, Brasil
Data
2013
Orientador(es)
Coorientador(es)
Membro(s) da banca
Fonte
REUNIÓN DE CONSERVACIÓN E INVESTIGACIÓN DE TORTUGAS MARINAS EN EL ATLÁNTICO SUR OCCIDENTAL
Tipo
Página inicial
59
Página final
64
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Resumo
Atualmente existem no mundo sete espécies de tartarugas marinhas, sendo que cinco ocorrem no Brasil: tartaruga cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata), tartaruga oliva (Lepidochelys olivacea), tartaruga verde (Chelonia mydas) e tartaruga de couro (Dermochelys coriacea).Todas estão na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Internacional para Conservação da
Natureza (IUCN, 2013). Desde 2003 o Projeto TAMAR vem monitorando a costa do município de Anchieta
e parte do município de Guarapari litoral sul do Espírito Santo. A região é importante para a conservação das tartarugas marinhas, especialmente para a espécie C. caretta, uma vez que as fêmeas desta espécie vêm às praias desta região entre setembro e março, realizando cerca de 100 desovas anualmente. As demais espécies de tartarugas marinhas, embora não realizem desovas, também ocorrem na região utilizando-a como área de passagem e alimentação, principalmente a tartaruga verde (C.mydas) e a tartaruga de pente
(E.imbricata). Devido ao grande número de ocorrências de encalhes nas praias monitoradas, principalmente de juvenis de C. mydas, o Projeto TAMAR iniciou na região um estudo para avaliar os impactos causados pela interação entre as tartarugas e a atividade pesqueira. O objetivo deste estudo é avaliar a possível correlação entre os encalhes de tartarugas marinhas e a pesca de camarão e lagosta no litoral sul do Espírito Santo, entre os anos de 2007 e 2012.