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Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas e da Biodiversidade Marinha do Leste
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Resultados da Pesquisa
Item PERFIL DAS PESQUISAS CIENTÍFICAS ENVOLVENDO TARTARUGAS MARINHAS NO MAR DO NORTE BRASILEIRO(2020) MARTINI, Evandro Arruda de; TEIXEIRA, Fernanda Lopes; SOARES, Joice de Souza; BONACH, KellyNo litoral brasileiro se reproduzem cinco espécies de tartarugas marinhas. O reconhecimento sistemático das áreas de reprodução dessas espécies teve início no Brasil em 1980, com o TAMAR atuando nas principais áreas identificadas. Nos últimos anos, pesquisas e monitoramentos realizados por diversas instituições têm ampliado o conhecimento a respeito de outras praias reprodutivas. Porém, no Mar do Norte brasileiro, ainda há áreas insuficientemente conhecidas.Item TIPOS DE COLETAS E AMOSTRAS BIOLÓGICAS REQUISITADAS EM ESTUDOS COM TARTARUGAS MARINHAS NO BRASIL(2020) TEIXEIRA, Fernanda Lopes; MARTINI, Evandro Arruda de; SOARES, Joice de Souza; BONACH, KellyIntrodução: Para a realização de diversos estudos com tartarugas marinhas, faz-se necessário a coleta e o transporte de amostras biológicas para análise de fatores genéticos, ecológicos, patológicos, bioquímicos, dentre outros. Antes de realizar a coleta do material, os pesquisadores precisam submeter formulários eletrônicos pela internet ao Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO) para obterem a licença da pesquisa pelo ICMBio. Nesse sistema, são considerados dois tipos de coleta de materiais: Coleta/transporte de amostras biológicas in situ, a qual se refere à obtenção de amostras na natureza, e coleta/transporte de amostras biológicas ex situ, que diz respeito à obtenção de amostras de animais silvestres mantidos em cativeiro, como criadouros ou zoológicos.Item Identificação de Áreas Críticas para Tartarugas Marinhas e sua Relação com Unidades de Conservação no Brasil(2022-05-31) SANTOS, J. A.; COLMAN, L. P.; SANTOS, A. J. B.; BELLINI, C.; PIZETTA, G. T.; WEBER, M. I.; OLIVEIRA, F. L. C.; RAMOS, R. M. A.; SANTOS, E. A. P.As tartarugas marinhas são animais migratórios e o conhecimento de seus movimentos é vital para a definição de estratégias de manejo. Áreas principais de uso de quatro das cinco espécies que ocorrem no litoral brasileiro, a saber: Caretta caretta, Lepidochelys olivacea, Eretmochelys imbricata e Dermochelys coriacea, foram identificadas através da telemetria por satélite (n = 160 transmissores) e analisadas por meio do método State-Space Model. As áreas principais de uso identificadas corresponderam a 3% da distribuição total e localizaram-se, majoritariamente, na costa do Pará, Ceará e Rio Grande do Norte; ao longo da margem leste da plataforma continental do Nordeste, até Salvador, Bahia; no sul da Bahia e Espírito Santo; na plataforma de São Paulo e no estuário do Rio de la Plata, entre o Uruguai e Argentina. Os movimentos das tartarugas intersectaram 89,6% das unidades de conservação marinhas consideradas (52 das 58 UCs), porém, apenas 21,5% das áreas principais de uso sobrepuseram unidades de conservação (UCs = 15). Dentre estas, se destacam: APA Plataforma Continental do Litoral Norte, APA Costa dos Corais, APA dos Recifes de Corais e a APA Ponta da Baleia – Abrolhos, dada presença de áreas principais, utilizadas por duas ou três espécies. Os resultados evidenciam a importância das unidades de conservação, assim como apontam a necessidade de essas áreas adotarem medidas para a redução de ameaças, em especial a captura incidental por pescarias. Os resultados mostram também potencial para contribuir com análises de impactos ambientais de empreendimentos marinhos, dentro ou fora dos limites de unidades de conservação.- Monitoramento reprodutivo e não reprodutivo de tartarugas marinhas na Área de Proteção Ambiental Ponta da Baleia-Abrolhos, municípios de Caravelas e Alcobaça/Bahia(2023-07) LOURENÇO VICENTE, M.; RODOLFO MAYUMI, A.; SILVA SOARES DA, R.; SANTANA LÍRIO, G.
- Diretrizes para Mitigação de Impactos de Empreendimentos nas Tartarugas Marinhas(Atena, 2020) Sforza, Roberto; Marcondes, Ana Cláudia Jorge; Pizetta, Gabriella Tiradentes; Lara, Paulo Hunold; Santos, Erik Allan Pinheiro dos; Silva, Maria Elanny Damasceno; Antonella Carvalho de OliveiraRESUMO: O presente capítulo consolida as diretrizes para avaliação e mitigação dos impactos de empreendimentos costeiros e marinhos, que resultaram na publicação do Guia de Licenciamento – tartarugas marinhas. O Guia é composto por: sumários sobre a legislação relacionada ao licenciamento ambiental e à conservação das tartarugas marinhas; informações sobre a biologia, hábitos alimentares, ciclo de vida e comportamento reprodutivo; mapeamento das áreas de reprodução e informações sobre as áreas marinhas de uso, alimentação e deslocamentos conhecidas. Os principais impactos aos quais as tartarugas marinhas estão sujeitas foram sumarizados, por tipologias de empreendimentos, a exemplo de: portos e estaleiros; hotéis e urbanização da costa; exploração, produção e escoamento de petróleo e gás, assim como outros empreendimentos de grande porte. As medidas de mitigação e monitoramento foram organizadas em matrizes e avaliadas por tipologia de empreendimento, de forma a auxiliar os empreendedores e licenciadores no diagnóstico, análise e dosimetria das medidas a serem adotadas para mitigação dos danos ambientais, assim como a própria localização do empreendimento. O continuado processo de atualização do Guia de Licenciamento contará com o aprimoramento da identificação de áreas de uso no mar, associado ao crescente número de pesquisas com telemetria; revisão das áreas de reprodução de tartarugas marinhas e áreas cobertas por programas de pesquisa e monitoramento de praias; assim como inclusão de novas tipologias de projetos, a exemplo de usinas eólicas marinhas, além de novas considerações sobre a avaliação e mitigação da fotopoluição.
Item Guia de Licenciamento - Tartarugas Marinhas 2a Edição(2023-06-19) Pizetta, Gabriella Tiradentes; Repinaldo, Marília das Graças Mesquista; Tavares, Sandra Márcia Xavier; Thomé, João Carlos Alciati; Sales, Gilberto; Sforza, Roberto; Marcondes, Ana Cláudia Jorge; Baptistotte, Cecília; Bellini, Claudio; Martini, Evandro Arruda de; Santos, Erik Allan Pinheiro dos; Camargo, João Luiz Almeida de; Bonach, Kelly; Oliveira, Kleber Gomes de; Lourenço, Marcello; Pereira, Mário Luiz Martins; Júnior, Nilamon de Oliveira Leite; Santos, Alexsandro Santana dos; Domit, Camila; Saliés, Eduardo; Lopez, Gustave Giles; Marcovaldi, Guy Marie Fabio Guagni dei; Santos, Jeferson Andrade dos; Marcovaldi, Maria Ângela Azevedo Guagni dei; Pizetta, Gabriella Tiradentes; Repinaldo, Marília das Graças Mesquita; Tavares, Sandra Márcia Xavier; Thomé, João Carlos Alciati; Sales, GilbertoA publicação Guia de Licenciamento - Tartarugas Marinhas foi elaborada por meio da pesquisa, levantamento de informações e redação técnica fundamentada na bibliografia especializada e por meio das experiências acumuladas pelos servidores do CENTRO TAMAR/ICMBio, em conjunto com instituições parceiras, sobre as tartarugas marinhas. O grupo que participou desta 2ª Edição é composto por servidores e pesquisadores do ICMBio, pesquisadores de instituições da Rede de Parceiros, formada por universidades e ONGs que atuam na conservação das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem na costa brasileira (Dermochelys coriacea; Eretmochelys imbricata; Lepidochelys olivacea, Chelonia mydas e Caretta caretta). O objetivo principal desta obra é apresentar subsídios aos órgãos ambientais que promovem análises de licenciamento (nos níveis federal, estaduais e municipais); bem como a empreendedores e empresas de consultoria na área ambiental envolvidos na elaboração de estudos ambientais e empreendimentos previstos para serem implementados nas áreas importantes para a conservação das tartarugas marinhas; além de a pesquisadores e estudiosos dessas espécies e seus habitat.Item Reproductive output, foraging destinations, and isotopic niche of olive ridley and loggerhead sea turtles, and their hybrids, in Brazil(Endangered Species Research, 2021) Soares, Luciano S. et al.Hybridization is a fundamental evolutionary and ecological process with significant conservation ramifications. Sea turtle hybridization occurs at unusually high frequencies along the northeastern coast of Brazil. To better understand the process, we studied the reproductive output, migration patterns (through satellite telemetry), and isotopic niches of loggerhead turtles Caretta caretta and olive ridley turtles Lepidochelys olivacea and their hybrids. We classified 154 nesting females as loggerhead (n = 91), olive ridley (n = 38), or hybrid (n = 25) based on mitochondrial and nuclear DNA. Further, we compared nesting female morphological data and reproductive parameters (clutch size, emergence success, hatchling production, incubation period) of 405 nests among hybrids and parental species. We found no significant differences among the 3 groups when hatchling production was corrected for female body size, indicating that hybrids and parental species produce similar numbers of hatchlings per clutch. Satellite tracking of 8 postnesting hybrid females revealed shared foraging grounds with both parental species, as well as neritic migrations between foraging and nesting areas similar to those previously reported for loggerheads and olive ridleys. Analyses of 13C and 15N isotope values (n = 69) further confirmed this pattern, as hybrid isotopic niches overlapped extensively with both parental species. Thus, given the similarities presented between hybrids and their parental species in reproductive, ecological, and behavioral characteristics, we conclude that these hybrids may persist along with other sea turtle nesting populations in the area, with research and conservation implications.Item Using data from nesting beach monitoring and satellite telemetry to improve estimates of marine turtle clutch frequency and population abundance(Marine Biology, 2021) Santos, Armando J. B. et al.Population abundance data are often used to defne species’ conservation status. Abundance of marine turtles is typically estimated using nesting beach monitoring data such as nest counts and clutch frequency (CF, i.e., the number of nests female turtles lay within a nesting season). However, studies have shown that CF determined solely from nesting beach monitoring data can be underestimated, leading to inaccurate abundance estimates. To obtain reliable estimates of CF for hawksbill turtles in northeastern Brazil (6.273356° S, 35.036271° W), the region with the highest nesting density in the South Atlantic, data from beach monitoring and satellite telemetry were combined from 2014 to 2019. Beach monitoring data indicated the date of frst nesting event, while state-space modeling of satellite telemetry data indicated the departure date of turtles, allowing calculations of residence length at breeding site and CF estimates based on internesting intervals. Females were estimated to nest up to six times within the nesting season with CF estimates between 4.5 and 4.8 clutches per female. CF estimates were used to determine the number of nesting females at the study site based in two approaches: considering and not considering transient turtles. Our approach and fndings highlight that transients heavily infuence CF estimates and need for reconsideration of how this key parameter is commonly determined for marine turtle populations and the use of beach monitoring data and satellite telemetry for estimations of CF.Item Atypical ocular Chelonoid herpesvirus manifestations in a captive Loggerhead turtle (Caretta caretta)(Veterinary Ophthalmology, 2021) Oriá, Arianne P. et al.A captive loggerhead turtle (Caretta caretta) of unknown sex, 3 years of age, presented with bilateral mucoid secretions, severe chemosis, conjunctival hyperemia, and globe retraction. The animal was evaluated ophthalmologically and systemically, and hematological, microbiological, and conjunctival cytological and biopsy samples were collected for complementary diagnosis. The histopathological examination showed amphophilic intranuclear inclusions associated with severe inflammatory infiltrate. The diagnosis of Chelonid alphaherpesvirus 5 (ChAHV 5) was confirmed with end point PCR. Following systemic treatment with L-lysine, acyclovir and vitamin A, the ocular signs resolved. No amphophilic intranuclear inclusions were seen in a follow-up biopsy 5 months later, and there has been no recurrence of clinical ophthalmic signs during a 4-year follow-up. It is suggested that ChAHV 5 be considered as a differential diagnosis in captive marine turtles that present for conjunctival disease other than fibropapillomatosis.Item Persistent organic pollutants in plasma and stable isotopes in red blood cells of Caretta caretta, Chelonia mydas and Lepidochelys olivacea sea turtles that nest in Brazil(Marine Pollution Bulletin, 2021) Filippos, Luciana S. et al.Studies of persistent organic pollutants (POPs), such as polychlorinated biphenyls (PCBs), organochlorinated pesticides (OCPs), and polybrominated diphenyl ethers (PBDEs), in sea turtles are reported, but there are still spatial data gaps worldwide. POP contamination of live female blood plasma from Caretta caretta (n = 28), Chelonia mydas (n = 31) and Lepidochelys olivacea (n = 19), which nest in Brazil and feed along the South Atlantic Ocean, was investigated. Carbon and nitrogen stable isotopes from red blood cells (RBC) were also evaluated to obtain information about trophic ecology. C. caretta had the highest POP concentrations, followed by L. olivacea and C. mydas. PCBs predominated in all species, and the major OCPs were the DDTs (dichlorodiphenyltrichloroethane and derivatives) and Lindane. POPs and stable isotopes revealed intra- and interspecific variations,which reflect the high plasticity in the use of habitat and food resources, making individuals within the same population susceptible to different exposures to pollutants.