Apresentações (resumos)
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Resultados da Pesquisa
- Valores hematológicos e bioquímicos de referência para Tesourão (Fregata magnificens) em área de distribuição no sul do Brasil(2019) Rezende, Saloá Teixeira; Meurer, Rafael; Kolesnikovas, Cristiane K. M.; Serafini, Patricia PereiraNo Brasil ocorrem três espécies de fragatas, sendo Fregata magnificens a que possui distribuição geográfica mais ampla. Este estudo estabelece intervalos de valores de referência hematológicos e bioquímicos para área de distribuição desta espécie no sul do país, informações necessárias para a avaliação da saúde e para subsidiar decisões de manejo. Amostras foram coletadas de aves aptas para a soltura da região da Ilha de Santa Catarina, pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Petrobras/Bacia de Santos, realizado pela Associação R3 Animal. O hematócrito foi determinado por microhematócrito, por centrifugação a 12.000 rpm por 5 minutos. A contagem total de eritrócitos, leucócitos e trombócitos foi realizada em Câmara de Neubauer. A contagem diferencial relativa de leucócitos utilizou microscopia ótica e esfregaço sanguíneo corado com Instantprov (Newprov®). Realizou-se os testes bioquímicos a partir do soro das amostras submetido a diferentes reagentes líquidos e lido por espectrofotometria. As análises estatísticas foram feitas com Reference Value Advisor V 2.1 e Microsoft Office Excel®. Os valores dos intervalos de referência (n=24) obtidos foram: volume globular (34,6-48,3%), hemoglobina (29,3-54,0g/dL), leucócitos (842,4-16242,4µL), trombócitos (806,6-7738,3µL), hematimetria (1,3-3,1µL), heterófilos (55,2-97,8%), monócitos (0-13%), eosinófilos (0-3%), linfócitos (3,5-81,6%), basófilos (0-1%), proteínas totais (2,4-6g/dL), glicose (114,7-365,6mg/dL), triglicérides (28,8-119,1mg/dL), albumina (0,6-2,2g/dL), ácido úrico (1-12mg/dL), cálcio (3,2- 15,7mg/dL), creatinina (600,6-2086,1mg/dL), fosfatase alcalina (3,9-50,1U/L) e fósforo (2,8-6,4mg/dL). Assim, este estudo preenche lacuna de conhecimento referente aos valores de referência para Fregata magnificens.
- Fenologia reprodutiva de aves marinhas residentes no arquipélago de Fernando de Noronha(2020) Santos, Lucas Penna Soares; Krul, Ricardo; Serafini, Patricia PereiraPara entendermos o estado de conservação atual de certa espécie ou população é preciso obter informações acerca de suas características demográficas e compará-las com cenários pretéritos ou continuamente ao longo do tempo. Tal caracterização se torna possível através de programas de monitoramento da biodiversidade, em conjunto com a avaliação de fatores externos que podem influenciar flutuações e aspectos populacionais. Um importante grupo de conexão entre os ambientes marinhos e terrestres, as aves marinhas, foi monitorado no arquipélago de Fernando de Noronha (3°51’13.71”S, 32°25’25.63”O; Unidades de Conservação: APAFN/PNMFN), com o objetivo de caracterizar a fenologia reprodutiva de algumas espécies residentes. Mensalmente, ao longo do ano de 2019, ninhais de Phaethon lepturus e Sula dactylatra foram visitados para contagem de ovos e filhotes na Ilha do Chapeu, e colônias de S. sula e Anous minutus foram estudadas nos pontos da Praia do Sancho, Trilha Sancho-Golfinho, além da Trilha do Capim-Açu, para este último táxon, a fim de obter o número de ninhegos e de adultos reprodutivamente ativos. A cada amostragem, e de acordo com o comportamento reprodutivo da espécie, foram identificados visualmente (binóculos 10x42m à distância), o número de ovos gerados por adulto, os estágios de 1 a 4 por padrão de plumagem dos ninhegos e os adultos apoitados nos seus ninhos. Tais características reprodutivas foram comparadas com as estações do ano desta região de estudo (KG = Aw; seca [agosto a janeiro] e chuvosa [fevereiro a julho]). As espécies variaram entre si quanto às características reprodutivas, observando um padrão circum-anual para P. lepturus, sazonal para Sula spp. e irregular para A. minutus. Foram observadas temporadas reprodutivas definidas para todos os táxons e os ápices reprodutivos permaneceram próximos entre junho a agosto, com exceção de S. dactylatra em fevereiro. Asvariações climáticas entre as estações sugerem relação causal com as fenologias reprodutivas destas aves. Tais parâmetros também podem indicar flutuações para disponibilidade de recursos alimentares que compõem a dieta das aves marinhas e, tendo em vista uma forte relação entre ecologia trófica e padrões reprodutivos, as mudanças ambientais e climáticas podem determinar o quadro de saúde e estabilidade populacional deste grupo. O presente estudo, realizado através de monitoramento contínuo das aves marinhas do arquipélago, sendo implementado como proposta do Programa Monitora, também teve suas atividades interrompidas pelo cenário da pandemia COVID-19. Com o retorno gradativo de algumas atividades usuais em UCs, a exemplo do PNMFN, foi possível prosseguir com o atual levantamento, que, por sua vez, se re-estabelece como uma referência para a avaliação da saúde deste ambiente insular e de suas populações oceânicas.