Apresentações (resumos)

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    Sentinelas dos Oceanos: Investigação da Prevalência e Tipo de Macroplástico Presente em Albatrozes e Petréis Encontrados na Costa Brasileira.
    (2020) Nascimento, Gabriel David do; Brito, Guilherme R. R.; Pereira, Alice; Kolesnikovas, Cristiane K. M.; Serafini, Patrícia P.
    Cerca de 38% das espécies de aves marinhas conhecidas no mundo ocorrem no Brasil, esta grande diversidade nos coloca enorme responsabilidade pela conservação do grupo. As aves marinhas são boas bioindicadoras, por estarem estreitamente associadas aos oceanos, podem ser usadas para detectar mudanças na qualidade da água e outras ameaças. Entre as aves marinhas, os Procellariiformes são aves predadoras que distribuem-se de forma global pelos oceanos, portanto, seu nicho ecológico tem grande importância, ajudando a controlar as populações das presas das quais se alimentam. Entretanto, estão ameaçadas devido a pressões, como a intensa captura incidental na pesca industrial e a crescente quantidade de plástico nos oceanos. O plástico é amplamente utilizado e muitos objetos são descartados de forma inadequada, tendo seu destino final o mar, onde são transportados por diferentes correntes marítimas. Neste contexto, realizamos a quantificação e classificação de resíduos plásticos em carcaças de Procellariiformes encontrados no litoral catarinense e capturados incidentalmente na pesca industrial. Coordenado pelo CEMAVE/ICMBio (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres), este trabalho contou com o auxílio de instituições não-governamentais como Projeto Albatroz e R3 Animal, e do Projeto de Monitoramento de Praias/Bacia de Santos, para que os tratos digestórios de Procellariiformes pudessem ser obtidos e analisados em suas diferentes porções (esôfago, proventrículo e ventrículo). Os detritos plásticos foram classificados por tipos (por exemplo: fragmentos plásticos, pellets, nylon e outros) e, em seguida, medidos em milímetros. Foram analisados 44 tratos digestórios pertencentes a nove espécies. Macroplástico foi encontrado em 14 indivíduos de seis espécies pertencentes a duas famílias, sendo 100% das espécies de Procellariidae e 9% em Diomedeidae. Procellaria aequinoctialis apresentou a maior frequência de plástico (80%). P. aequinoctialis também apresentou a maior variação de tamanho de detritos e Calonectris borealis a menor. Houve diferenças significativas nos tamanhos dos debris entre Thalassarche melanophris e espécies da família Procellariidae. O tamanho dos animais demonstrou não ser o fator determinante para o tamanho dos detritos ingeridos para a família Procellariidae. A presença de nylon foi o fator determinante para os maiores tamanhos dos resíduos encontrados. Fragmentos de plástico foram os tipos de resíduos mais frequentes. O ventrículo foi a porção do trato digestório com maior quantidade de debris. Este estudo corrobora evidências de que Procellariiformes estão consumindo macroplástico no Atlântico Sul. A ingestão de plástico afeta negativamente a saúde das aves, diminuindo o seu desempenho em reproduzir, migrar e, consequentemente, em manter números populacionais satisfatórios para suas funções ecológicas. A quantificação e o monitoramento desta interação das aves com plásticos são importantes para orientarmedidas de manejo visando a conservação. O manejo depende de métodos padronizados com tecnologias mais novas, simples e baratas para facilitar comparações entre espécies e regiões. Resultados cada vez mais concretos de exposição, orientam a adoção de medidas de comunicação ou de gestão do lixo marinho ampliando seus resultados. Este estudo foi focado em testar e consolidar padronização a ser utilizada no Brasil, com base na experiência com albatrozes e petréis.
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    Prevalência e tipos de plásticos em albatrozes e petréis (Aves: Procellariiformes) na costa sudeste e sul do Brasil
    (2021) Nascimento, Gabriel D. do; Pereira, Alice Pereira; Brito, Guilherme R. R.; Kolesnikovas, Cristiane K. M.; Serafin, Patrícia P.
    Os Procellariiformes são aves marinhas que apresentam narinas tubulares externas e hábitos pelágicos. Este grupo concentra a maior proporção de espécies ameaçadas devido a pressões como a intensa captura incidental pela pesca industrial, além da crescente quantidade de resíduos plásticos nos oceanos. Coordenado pelo CEMAVE/ICMBio (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres), o estudo contou com o auxílio do Laboratório de Ornitologia e Bioacústica Catarinense/UFSC, e de instituições não-governamentais como Projeto Albatroz e R3 Animal, e do Projeto de Monitoramento de Praias/Bacia de Santos para obtenção dos tratos digestórios. O objetivo foi a quantificação e qualificação de resíduos plásticos encontrados nos tratos digestórios, determinando então padrões de prevalência e tipos de macroplástico nos albatrozes e petréis. Os tratos digestórios foram separados em esôfago, proventrículo e ventrículo. Os resíduos > 5 mm foram medidos e classificados como fragmentos plásticos, pellets, nylon e outros. Macroplásticos foram encontrados em 14 animais de seis espécies pertencentes às famílias Diomedeidae e Procellariidae. Procellaria aequinoctialis apresentou as maiores frequências de macroplástico (80% dos espécimes analisados). Um estreitamento anatômico na região entre o proventrículo e ventrículo, comum em Procellariiformes, pode levar ao acúmulo de material e explicar a maior quantidade de macroplástico no ventrículo. Fragmentos de plástico foi o tipo de macroplástico mais encontrado. Este estudo corrobora evidências sobre a continuidade do consumo de plástico por Procellariiformes e ressalta que a contínua quantificação e o monitoramento deste fenômeno são importantes para orientar medidas de manejo visando a conservação.