Navegando por Autor "Paludo, Danielle"
Agora exibindo 1 - 8 de 8
- Resultados por Página
- Opções de Ordenação
Item An overview of migratory birds in Brazil(Papéis Avulsos de Zoologia, 2018) Somenzari, Marina; Amaral, Priscilla Prudente do; Cueto, Victor R.; Guaraldo, André de Camargo; Jahn, Alex E.; Lima, Diego Mendes; Lima, Pedro Cerqueira; Lugarini, Camile; Machado, Caio Graco; Martinez, Jaime; Nascimento, João Luiz Xavier do; Pacheco, José Fernando; Paludo, Danielle; Prestes, Nêmora Pauletti; Serafini, Patrícia Pereira; Silveira, Luís Fábio; Sousa, Antônio Emanuel B. A. de; Sousa, Nathália Alves de; Souza, Manuella Andrade de; Telino-Júnior, Wallace Rodrigues; Whitney, Bret MyersWe reviewed the occurrences and distributional patterns of migratory species of birds in Brazil. A species was classi fied as migratory when at least part of its population performs cyclical, seasonal movements with high fidelity to its breeding grounds. Of the 1,919 species of birds recorded in Brazil, 198 (10.3%) are migratory. Of these, 127 (64%) were classified as Migratory and 71 (36%) as Partially Migratory. A few species (83; 4.3%) were classified as Vagrant and eight (0,4%) species could not be defined due to limited information available, or due to conflicting data.Item Áreas Estratégicas para a Conservação de Aves Limícolas na Costa Brasileira(Revista Costas, 2022) Paludo, Danielle; Marcelino, Ana Maria Teixeira; Telino Júnior, Wallace Rodrigues; Perello, Luis Fernando; Petry, Maria Virginia; Mobley, Jason Alan; Arantes, Murilo SergioAs aves limícolas contemplam diversas espécies associadas às áreas úmidas, muitas das quais migratórias, que são extre-mamente dependentes da Zona Costeira. Concentram-se nos ambientes costeiros para descanso e forrageio durante o seu ciclo migratório, ou para reprodução no caso das espécies residentes. O desenvolvimento das atividades socioeconô-micas no litoral vem resultando em ameaças às aves e na degradação dos seus habitats, levando ao declínio populacional acentuado de muitas espécies. Diferentes esforços internacionais e nacionais vêm buscando incluir ações para a sua conservação no planejamento territorial. No Brasil o Plano Nacional para a Conservação (PAN) das Aves Limícolas Migratórias identificou 43 áreas estratégicas para atuação prioritária até o ano de 2024, período do seu segundo ciclo de implementação. Neste trabalho propomos que as áreas estratégicas sejam especialmente consideradas no Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro e nos Planos de Gestão Integrada. Descrevemos o histórico do PAN e critérios que levaram à identificação das áreas. Apresentamos as áreas estratégicas, contextualizando-as quanto à sua localização e principais ameaças. Defendemos a reunião de diferentes instrumentos de planejamento e políticas públicas que incidem sobre a conservação das aves e da zona costeira para destacar confluências e a pertinência da integração dos diversos planeja-mentos. Por fim recomendamos um conjunto de iniciativas que podem resultar em ganhos não somente para as aves limícolas mas também para toda a sociedade que usufrui dos serviços ecossistêmicos decorrentes de um território bem gerido sob o ponto de vista ambiental.- Distribuição e manejo de aves limícolas migratórias no litoral norte do Brasil(2018) Paludo, Danielle; Merchant, Daniel; Niles, Larry; Lathrop, Richard G.Planicies intertidais no Pará e Maranhão são ecossistemas dinâmicos que recebem um grande número de aves limícolas neárticas no verão. A modelagem e mapeamento são essenciais para avaliar a dinâmica da paisagem para as aves nesses habitats, e subsidiar os esforços de planejamento para a conservação das espécies e áreas. Existem 12 reservas extrativistas e uma área de proteção ambiental – Unidades de uso sustentável, nas reentrâncias maranhenses e Salgado Paraense. Localizar áreas prioritárias para a conservação de aves limícolas é crítico e uma abordagem com sensoriamento remoto foi aplicada para mapear e caracterizar esses habitats, usando imagens Landsat 8. Características ambientais como a distância aos manguezais, às áreas desenvolvidas e da foz de rios, permanência, tempo de inundação, tamanho do sedimento e das áreas foram usadas. Construiu-se uma série de modelos de distribuição de espécies com base em Maxent usando dados de levantamento das aves em campo e as características ambientais mencionadas. Oito espécies foram investigadas e incluídas nos modelos. Os modelos de distribuição das espécies foram relacionados com potenciais ameaças ambientais, como a prospecção de petróleo off-shore, alteração da cobertura vegetal, uso do solo e efeitos da mineração. Esses métodos foram efetivos para localizar os habitats prioritários para as aves limícolas e identificar as ameaças a esses habitats, informações importantes para a gestão.
- Monitoramento participativo de aves limícolas migratórias nas Reservas Extrativistas do Pará e do Maranhão(2020) Paludo, Danielle; Rodriguez, Maximiliano Niedfeld; Leão, Sheyla da Silva; Fernandes, Willian Ricardo da Silva; Jacob, Patrick Rabelo; Reis, Laura Moreira de AndradeO monitoramento de aves limícolas é recomendado na Estratégia Integrada de Monitoramento Costeiro-Marinho (Programa Monitora) e o CEMAVE e a COMOB/DIBIO vem trabalhando em protocolos de monitoramento para esse alvo, e na sua aplicação nas UCs federais. O protocolo básico consiste em censos terrestres realizados sistematicamente em unidades amostrais nas UCs e de forma participativa. Em novembro de 2019, através de uma parceria entre o CEMAVE, antiga Coordenação Regional de Belém (envolvendo gestores de unidades costeiras) e ACADEBIO, foi realizado um curso de monitores de aves limícolas (financiamento Programa ARPA e GEF Mar). O evento teve participação da UFPA e IFPA e envolveu 13 servidores do ICMBio e 21 moradores das Reservas Extrativistas (RESEX) Mãe Grande de Curuçá, Arapiranga-Tromai, Chocoaré-Mato Grosso, Maracanã, Mestre Lucindo, Cuinarana, Cururupu, Tracuateua, Caeté-Taperaçú, Araí-Peroba e Gurupi-Piriá. O principal objetivo do curso era a troca de conhecimento. Os instrutores repassaram informações de biologia e técnicas de monitoramento. A população tradicional adaptou a ficha de campo- que será utilizada pelo Monitora como guia de campo no monitoramento, com os nomes populares locais e informações regionais, e identificou, a partir do conhecimento local e vivência de cada participante, as áreas relevantes e viáveis para servirem como unidades amostrais em um programa de monitoramento das aves limícolas. Um dos principais produtos foram mapas falados, por Unidade de Conservação, com a identificação dos habitats favoráveis, áreas de concentração e alimentação das aves limícolas. O objetivo do trabalho foi o de integrar o conhecimento adquirido no curso com os saberes individuais para a aplicação dos protocolos em cada RESEX. O mapeamento foi construído em grupos durante o curso, com o apoio dos servidores das UCs que atuaram como monitores para o geoprocessamento. Os mapas falados foram transcritos pelos comunitários em imagens de satélite impressas, onde foram indicados os principais locais de avistamento de aves (praias arenosas ou bancos lamosos), acessos e trajetos possíveis até as áreas propostas para monitoramento.
- Monitoramento participativo em época de pandemia: ajustando a gestão da pesca tradicional do camarão-rosa (Penaeus paulensis) no Parque Nacional da Lagoa do Peixe (PNLP)(2020) Salge, Paula Guimarães; Freitas, Ricardo Franco; Souza, Fabiano José de; Severo, Magnus; Signori, Lisandro Marcio; Machado, Márcia Guerreiro; Soares, Riti; Alves, Marcelo; Alves, Marina Schneid; Homem, Leonice da Rosa; Costa, Larissa Antunes da; Souza, Lauro José Lemos de; Alvite, Carolina Mattosinho de Carvalho; Paludo, Danielle; Madeira, João Augusto; Cavallini, Marcelo; Steenbock, WalterO PNLP foi criado em 1986, dois anos antes da atual Constituição Federal e 14 antes do SNUC, tendo a proteção das aves migratórias como destaque em seu principal objetivo de criação. Seu Plano de Manejo (de 1999) estabeleceu o zoneamento e estratégias de gestão. Entretanto, as aves da Lagoa do Peixe têm convivido com outro uso do território, há séculos: a pesca artesanal tradicional, em especial do camarão-rosa. Nesta época, o Brasil ainda não contava com os procedimentos legais e administrativos atuais relacionados à participação social na gestão de Unidades de Conservação (UC). A harmonização de direitos entre o acesso a recursos básicos para a sobrevivência e manutenção do modo de vida, entre aves e populações tradicionais humanas, ainda não havia trilhado o caminho jurídico e institucional na gestão de UC das últimas décadas. Em junho de 2019, a gestão do PNLP foi objeto de discussão entre várias instâncias do ICMBio, a partir da proposição de uma “Mesa de Situação”, pela CGSAM/DISAT. Tal discussão gerou um Plano de Ação, agregando alguns eixos de planejamento, entre os quais a elaboração de um Termo de Compromisso (TC) com os pescadores artesanais tradicionais. Ao longo do segundo semestre, foram feitas rodadas de discussão e elaboração participativa do TC, envolvendo pescadores, equipe da UC, COGCOT, CNPT, CEMAVE e CEPSUL. Em dezembro, o TC foi celebrado.
Item Relatório anual de rotas e áreas de concentração de aves migratórias no Brasil(2014) Oliveira, Ailton Carneiro de; Barbosa, Antônio Eduardo Araújo; Sousa, Antônio Emanuel Barreto Alves de; Paludo, Danielle; Lima, Diego Mendes; Nascimento, João Luiz Xavier do; Souza, Manuella Andrade de; Arantes, Murilo Sérgio; Serafini, Patrícia Pereira; Amaral, Priscilla Prudente do; Rossato, Renata Membribes; Medeiros, Rita de Cassia Surrage; ICMBioA Resolução No 462, de 24 de julho de 2014, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), estabelece procedimentos para o licenciamento ambiental de empreendimentos de geração de energia elétrica a partir de fonte eólica em superfície terrestre e dá outras providências. Como consequência deliberou-se, no tocante ao enquadramento do empreendimento (Capitulo II – Dos Procedimentos Gerais para o Licenciamento Ambiental), em seu Art. 3º, §3º que “Não será considerado de baixo impacto, exigindo a apresentação de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), além de audiências públicas, nos termos da legislação vigente, os empreendimentos eólicos que estejam localizados (.... item V) em áreas regulares de rota, pousio, descanso, alimentação e reprodução de aves migratórias constantes de Relatório Anual de Rotas e Áreas de Concentração de Aves Migratórias no Brasil a ser emitido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – Instituto Chico Mendes, em até 90 dias. Considerando que o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres – CEMAVE, vinculado à Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, é o Centro especializado em aves silvestres do órgão, coube ao CEMAVE a elaboração do presente Relatório, o qual contém a indicação das principais áreas importantes para aves migratórias no Brasil.Item Relatório de Rotas e Áreas de Concentração de Aves Migratórias no Brasil(2019) Barbosa, Antônio Eduardo Araújo; Gomes, Camila Garcia; Lugarini, Camile; Paludo, Danielle; Mendes, Diego Lima; Souza, Manuella Andrade de; Fialho, Marcos de Souza; Santos, Mauricio Cavalcante dos; Alves, Nathalia; Serafini, Patrícia Pereira; Amaral, Priscilla Prudente do; ICMBioParques eólicos para produção de energia elétrica têm contribuído para a construção de uma matriz energética mais limpa e renovável. No entanto, podem representar uma ameaça a grupos específicos como aves e morcegos. Nessa perspectiva, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) publicou uma resolução que prevê que o órgão licenciador deve exigir estudos e relatório de impacto ambiental e realizar audiências públicas quando o empreendimento estiver localizado em áreas de concentração ou rota de aves migratórias, aqui chamadas de Áreas Importantes, cabendo ao ICMBio/CEMAVE indicá-las através do presente relatório, sendo essa sua terceira edição. Para identificar essas Áreas Importantes, realizamos um planejamento sistemático de priorização de áreas ocupadas por espécies sensíveis a empreendimentos eólicos por meio do software Zonation. Somamos a esse resultado áreas de descanso, alimentação ou reprodução que concentram indivíduos de espécies migratórias citadas em publicações científicas ou sugeridas por especialistas. Para o Zonation, estabeleceu-se uma meta de priorização de mais de 90% das células com registro de ocorrência de espécies migratórias ameaçadas e de 100% para as raras, ao mesmo tempo em que seleciona as células de maior riqueza de espécies. Das 6.823 células que apresentaram ao menos um registro de espécie migratória, foram priorizadas 2.047 células, ou seja, 30% das células foram mantidas na solução final. Somando-se a isso, foram apontadas 75 áreas (2.305 células) em 21 estados. Cada área elencada foi identificada, sendo apresentada a justificativa de inclusão e a fonte da informação. Devido a uma disponibilidade desigual de informações, a maior parte das áreas levantadas apresenta ocorrências de espécies migratórias limícolas e costeiro-oceânicas, sendo poucas as áreas regulares de rota, pousio, descanso, alimentação e reprodução para um número expressivo de espécies florestais ou campestres. A área total, considerando as Áreas Importantes por expressiva concentração de indivíduos e as elencadas pelo Zonation, somou 346.262,24 km2 (4.091 células), ou aproximadamente 4% da superfície do Brasil. Embora todos os estados brasileiros tenham apresentado áreas priorizadas, o padrão geral de distribuição espacial das Áreas Importantes ainda se mostra bastante pulverizado, o que reflete, a despeito do grande número de registros compilados, um cenário com muitas lacunas de conhecimento. Em outras palavras, há muitas áreas com pouco ou nenhum esforço amostral, em especial para a Amazônia e nas áreas distantes de rodovias.Item Reproduction of Eudocimus ruber in the Iguape-Cananéia-Ilha Comprida estuary complex, São Paulo, Brazil(Atualidades Ornitológicas, 2018) Paludo, Danielle; Campos, Fausto Pires de; Collaço, Fatima Lisboa; Fracasso, Hélio Augusto Alves; Martuscelli, Paulo; Klonowski, Vicente StanislawO guará Eudocimus ruber tem distribuição ao longo da costa da América Central e do Sul com uma população disjunta no sudeste e sul do Brasil, onde foi considerado praticamente extinto no final do século passado. Ninhos foram monitorados no estuário de Iguape-Cananeia-Ilha Comprida entre 2003 e 2009 para conhecer aspectos da dinâmica populacional e biologia reprodutiva da espécie. Foram contabilizados adultos e juvenis; documentada a diversidade de aves aquáticas na colônia reprodutiva; caracterizado o habitat no ninhal; contados e medidos os ovos e ninhegos e verificada a predação. O número de indivíduos reprodutivos ativos de E. ruber cresceu de 40 em 2003 para 1.449 em 2009. Outras espécies nidificando nas colônias mistas com o guará foram: Ardea alba, Egretta thula, E. caerulea, Tigrisoma lineatum, Nycticorax nycti corax, Nyctanassa violacea e Bubulcus ibis. As espécies arbóreas utilizadas como substrato para os ninhos foram Rhizophora mangle, Laguncularia racemosa e Avicennia schaueriana. O número de ovos por ninho de E. ruber foi 2.61 ±0.54, com massa variando de 32 a 51 g. Identificamos quatro classes de desenvolvimento dos ninhegos, baseado no comportamento e biometria. Eles começam a andar sobre os galhos das árvores com 15 dias de idade e com 30-40 dias podem voar.