Navegando por Autor "Lugarini, Camile"
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Item An overview of migratory birds in Brazil(Papéis Avulsos de Zoologia, 2018) Somenzari, Marina; Amaral, Priscilla Prudente do; Cueto, Victor R.; Guaraldo, André de Camargo; Jahn, Alex E.; Lima, Diego Mendes; Lima, Pedro Cerqueira; Lugarini, Camile; Machado, Caio Graco; Martinez, Jaime; Nascimento, João Luiz Xavier do; Pacheco, José Fernando; Paludo, Danielle; Prestes, Nêmora Pauletti; Serafini, Patrícia Pereira; Silveira, Luís Fábio; Sousa, Antônio Emanuel B. A. de; Sousa, Nathália Alves de; Souza, Manuella Andrade de; Telino-Júnior, Wallace Rodrigues; Whitney, Bret MyersWe reviewed the occurrences and distributional patterns of migratory species of birds in Brazil. A species was classi fied as migratory when at least part of its population performs cyclical, seasonal movements with high fidelity to its breeding grounds. Of the 1,919 species of birds recorded in Brazil, 198 (10.3%) are migratory. Of these, 127 (64%) were classified as Migratory and 71 (36%) as Partially Migratory. A few species (83; 4.3%) were classified as Vagrant and eight (0,4%) species could not be defined due to limited information available, or due to conflicting data.- Áreas de vida de juvenis de maracanã (Primolius maracana) na APA e Revis da Ararinha Azul, Estado da Bahia(2021) Araújo, Vitória Melo de; Lugarini, Camile; Damasceno, Sueli Souza; Prates, Cristine da Silveira Figueiredo; Ataíde, Mercia Milena Alves de; Oliveira, Damilys Maria da Silva; Pereira, Tatiane Alves; Martins, Leticia Pereira; Martins, LeomarEstudar a movimentação de animais é importante para entendermos como eles fazem uso do espaço e dos recursos, conhecimento indispensável para respondermos a uma gama de perguntas tanto teóricas quanto aplicadas à conservação. Técnicas de rádio-telemetria sãonmuito úteis para rastrear animais crípticos e/ou de grande mobilidade, sendo a única opção para o estudo de movimentos de diversas espécies cuja observação direta é inviável. Neste estudo monitoramos os movimentos de juvenis de maracanã (Primolius maracana) nos seus primeiros meses após abandonar o ninho na Área de Proteção Ambiental (APA) e Refúgio de Vida Silvestre (Revis) da Ararinha Azul, na Caatinga do interior da Bahia, a fim de: 1) delimitar a área de vida dos juvenis e como ela aumenta com o passar do tempo; e 2) testar protocolos de monitoramento por rádio-telemetria, utilizando comunitários locais e estudantes e considerando as particularidades da espécie e da região, visto que esta espécie será utilizada como modelo para embasar o projeto piloto de reintrodução da ararinha-azul (Cyanopsita spixii), espécie provavelmente extinta na natureza. Onze juvenis de maracanã de cinco ninhos foram marcados com rádio-colares Holohil modelo SI-2C (12 g) e rastreados manualmente por monitores treinados munidos de receptor R-1000 e antena Yagi, ao longo de tempos variados, entre maio de 2017 e julho de 2019, abarcando três estações reprodutivas (estação chuvosa) e estações secas posteriores. Estimativas de posição dos indivíduos foram obtidas por meio de triangulação, e estimativas de área de vida obtidas pela técnica do mínimo polígono convexo (95%). Além disso, 11 filhotes acessíveis foram marcados com plaquinha de identificação para observação em solo nas estações reprodutivas de 2018 e 2019.
Item Betadiversity, prevalence, and specificity of avian haemosporidian parasites throughout the annual cycle of Chilean Elaenia (Elaenia chilensis), a Neotropical austral migrant(Parasitology, 2022) Fecchio, Alan; Dias, Raphael I.; La Torre, Gabriel M. De; Bell, Jeffrey A.; Sagario, M. Cecilia; Gorosito, Cristian A.; dos Anjos, Carolina C.; Lugarini, Camile; Piacentini, Vítor Q.; Pinho, João B.; Kirchgatter, Karin; Ricklefs, Robert E.; Schunck, Fabio; Cueto, Victor R.- Capítulo 16 - Animais silvestres de vida livre(Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, 2023) Lustosa, Ana Paula Gomes; Sousa, Antônio Emanuel Barreto Alves de; Pires, Augusto de Deus; Gomes, Camila Garcia; Lugarini, Camile; Pavanelli, Carla Simone; Abrahão, Carlos Roberto; Soares, C.M.; Zawadzki, Cláudio Henrique ; Paludo, Danielle; Benedito, Evanilde ; Silva, Felipe Ennes; Paim, Fernanda Pozzan ; Miranda, Flávia; Reis, Isaías José dos ; Bicca-Marques, Júlio César ; Souza, Manuella Andrade de; Valença-Montenegro, Mônica Mafra; Serafini, Patrícia Pereira ; Balestra, Rafael Antônio Machado ; Valadão, Rafael Martins; Graça, Weferson Júnio da ; Silveira, L.F.; Viana, A.A.B.; de Angelis, K.; Braga, L.M.G.M.Apanhado de diretrizes do CONCEA para animais silvestres
- Captura e tráfico de psitacídeos na região de Curaçá, Bahia: uma ameaça à reintrodução da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii)(2018) Sousa, Nayane; Lugarini, Camile; Damasceno, Sueli; Prates, Cristine da Silveira Figueiredo; Araujo, Helder Farias Pereira deEstima-se que 400 espécies de aves, especialmente psitacídeos, são comercializadas ilegalmente no Brasil. Dentre elas, a ararinha-azul, Cyanopsitta spixii, é considerada possivelmente extinta na natureza devido ao tráfico. A reintrodução da ararinha-azul está planejada para ocorrer até 2022 em Curaçá e o diagnóstico da prática de captura e comércio ilegal na região, com foco principalmente nos psitacídeos, pode trazer informações para auxiliar o planejamento de estratégias de conservação. Nosso objetivo foi levantar o conhecimento da população rural sobre a ocorrência atual, captura e tráfico de psitacídeos na região de Curaçá-BA. A coleta dos dados etno ornitológicos ocorreu por meio da aplicação de entrevistas, com questionário composto por questões semiestruturadas. O papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) foi a espécie mais citada (79,2%) entre os psitacídeos utilizados como animal de estimação pela população e também o mais procurado para captura e venda; seguido pela aratinga-de-testa-azul (Thectocercus acuticaudatus) (36,1%), periquito-da-caatinga (Eupsittula cactorum) (21,3%) e maracanã verdadeira (Primolius maracana) (10,0%). A venda de psitacídeos na própria localidade e nas cidades próximas, como Juazeiro e Petrolina, foi registrada em 28,9% das 169 entrevistas, com valores para o papagaio-verdadeiro que variam de R$ 50-1.000,00 e para o periquito-de-testa-azul, de R$ 10-100,00. Durante as entrevistas, foram registrados nas casas dos informantes 47 papagaios, 11 aratingas-de-testa-azul, 9 periquitos-da-caatinga e 6 maracanãs-verdadeiras. Dentre esses, 73,3% foram capturados nos próprios ninhos da região. As técnicas incluíram a captura manual nos ocos das árvores (7,10% do total de entrevistados) usando escadas e facões para cortar os galhos e tronco; vara com saco de pano na ponta (2,95%), que é colocada diretamente no oco, onde os animais ficam presos (por suas garras ou bico) ao tecido; e a utilização de visgo (0,59%). O tráfico na região, segundo a comunidade local, tem diminuído bastante desde 1997, quando iniciaram as atividades do Projeto Ararinha-azul na região. No entanto, essas informações demonstram que o uso de psitacídeos como animal de estimação e a comercialização ainda são frequentes na região, sendo necessárias estratégias de educação ambiental e fiscalização. As comunidades rurais tem conhecimento a respeito dos locais de ocorrência e hábitos dos psitacídeos. O maior número de citações (91,72%) foi de periquito-da-caatinga, seguida pela aratinga-de-testa-azul, papagaio-verdadeiro, maracanã-verdadeira e tuim (Forpus xanthopterygius). De acordo com os entrevistados, o período reprodutivo desses psitacídeos abrange outubro a abril. A partir das entrevistas foram identificadas 22 espécies de plantas compondo a alimentação dos psitacídeos da região e 12 espécies de árvores para nidificação, com diferenças na preferência de utilização de acordo com a espécie de psitacídeo. A baraúna (Schinopsis brasiliensis) foi a mais citada como usada pelo papagaio-verdadeiro e pela aratinga-de-testa-azul, com 40,82% e 38% das respostas obtidas, respectivamente. Já 58,65% das respostas evidenciaram a caraibeira (Tabebuia aurea) como principal tipo de árvore para nidificação da maracanã-verdadeira. O conhecimento dos hábitos facilita a captura desses animais, entretanto, este mesmo conhecimento pode ser utilizado para o estímulo de práticas como o turismo de base comunitária com ênfase em observação de aves.
- Características da cavidade-ninho e do microhábitat que influenciam o sucesso reprodutivo da maracanã, Primolius maracana, na região de Curaçá, Bahia(2018) Prates, Cristine, da Silveira Figueiredo; Lugarini, Camile; Rechetelo, JulianaCompreender como as características do microhábitat e da cavidade utilizadas para nidificação influenciam o sucesso reprodutivo da maracanã, Primolius maracana, é importante para determinar como as aves estão usando o ambiente e identificar os principais fatores ambientais influenciando a reprodução. Essas informações podem ser usadas para ações de manejo e conservação, além de auxiliar na compreensão de padrões da história natural da espécie. A maracanã possui ampla distribuição no Brasil, mas pouco se sabe sobre aspectos ecológicos básicos na escolha da cavidade-ninho e do sítio reprodutivo. Assim, nosso estudo teve como objetivo avaliar como a estrutura do ambiente e as características da cavidade-ninho influenciam o sucesso reprodutivo (quantidade de ovos total) da maracanã, Primolius maracana, na região de Curaçá, Bahia. Esse estudo foi realizado na região de Curaçá, Bahia, entre setembro de 2016 a abril de 2018. Um total de 38 variáveis foram amostradas. Para coleta das variáveis ambientais do microhábitat, um raio de 50 metros foi estabelecido ao redor de cada ninho. As espécies vegetais foram contabilizadas e classificadas quanto ao diâmetro à altura do solo (DAS) e em nível de espécie quando utilizadas pela maracanã como recurso alimentar. Os ovos foram monitorados durante duas estações reprodutivas num intervalo de 15 a 60 dias, de uma a quatro vezes, cada ninho. Para avaliar se houve diferença significativa para cada variável da estrutura do habitat, fizemos o teste-t Weltch entre ninhos ativos e inativos. Para verificar quais variáveis da estrutura do habitat poderiam melhor explicar o sucesso da maracanã em Curaçá, utilizamos a regressão logística. Para encontrar qual o melhor modelo preditivo para o sucesso dos ninhos, utilizamos todas as combinações possíveis das variáveis da estrutura do ambiente (função dredge - pacote MuMIn). Dentre as variáveis da cavidade-ninho, observamos que ninhos ativos apresentam uma profundidade para baixo maior que ninhos inativos (t= 2.356, df= 25.75 e p= 0.02). A partir de um modelo global com 27 variáveis de estrutura do ambiente, construímos os três modelos preditivos que melhor explicassem o sucesso reprodutivo da maracanã. Observamos que, no geral, a densidade de algaroba (Prosopis juliflora), altura da árvore ninho e densidade de quixabeira (Sideroxylon obtusifolium) são as variáveis que mais explicam o sucesso dos ninhos (presente em todos os modelos) assim como a variável diâmetro maior da abertura do ninho (DMA) (presente em dois modelos). O melhor modelo preditivo (df= 6, AICc= 136.8, AIC= 0 e peso= 0.49) aponta que a algaroba e DMA estão negativamente correlacionadas com o sucesso dos ninhos (p 0.000 e p 0.000, respectivamente), enquanto que a altura da árvore, profundidade para trás (PRF trás) e a quixabeira estão positivamente relacionada ao sucesso (p 0.000, p = 0.01 e p 0.000). O sucesso reprodutivo das maracanãs pode estar associado a facilidade ou dificuldade da predação dos ovos, árvores mais altas e com menor DMA dificultam o acesso de predadores, a visibilidade do conteúdo do ninho e evitam a entrada de predadores de maior porte. As variáveis relacionadas a disponibilidade alimentar mostraram que a espécie exótica e invasora, algaroba, influência de forma negativa o sucesso reprodutivo enquanto que a quixabeira, espécie nativa com frutificação abundante no período de incubação dos ovos pode ser um fator importante no sucesso reprodutivo.
- Caracterização dos padrões de mudas em aves de Santa Catarina, Brasil(2020) Ferreira, Ariane; Johnson, Erik I.; Meurer, Rafael; Sandri, Sandro; Serafini, Patricia Pereira; Rocha, Luis O. F. da; Souza Júnior, Silvio de; Assumpção, Cristiana C. A.; Lugarini, CamileDeterminar idade e sexo de aves a partir da muda e plumagem é uma ferramenta para monitoramento populacional demográfico, de estruturação de populações e de biologia reprodutiva. O objetivo deste estudo foi determinar o sexo e a idade de aves de ambientes florestais, observando o período em que realizam os eventos fundamentais para seus ciclos de vida, como a muda e a reprodução. Para isto, as aves foram capturadas com redes de neblina instaladas no sub-bosque e áreas abertas, em ex pedições mensais entre 2016-2019 em duas unidades de conservação (UC), na ilha de Santa Catarina e Arvoredo. A amostragem iniciou-se ao amanhecer, com no mínimo 5h de esforço/dia, por dois dias consecutivos. As revisões das redes foram realizadas a cada 30 minutos e as aves capturadas acondicionadas em sacos de transporte. Cada ave foi contida manualmente, marcada com anilha CEMAVE e solta imediatamente após o processamento. A estratégia e extensão de muda foi verificada para cinquenta e sete espécies pertencentes a vinte e uma famílias (n=1280), determinando-se a idade de acordo com o sistema W-R-P modificado, e incluindo aqui informações de aves apreendidas e atropeladas no entorno da UC. O primeiro ciclo de mudas foi definido como o período entre o início da primeira e a segunda muda pré- básica, e os ciclos definitivos foram definidos quando as plumagens se tornaram homólogas.
Item Como Realizar a Gestão de um Projeto de Alto Risco? O Relato da Repatriação das Ararinhas-azuis ao Brasil(Biodiversidade Brasileira, 2021) Lugarini, Camile; Vercillo, Ugo EichlerA gestão de projetos envolve diferentes ferramentas de planejamento e engajamento da equipe, com objetivo de apresentar as entregas dentro do prazo e com custo reduzido (eficiência). No mundo complexo atual, em que a mudança é a regra, o valor agregado do produto se torna cada vez mais importante, num contexto em que a eficácia é mais importante que a eficiência. Para projetos envolvendo a conservação da biodiversidade se busca utilizar diferentes ferramentas para a sua execução. Neste contexto, o Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é um dos que tem maior visibilidade no Brasil, por contemplar uma espécie bandeira possivelmente extinta na natureza. Neste relato apresentam-se os resultados de um projeto executado com sucesso: Plano de Pouso para a realização da repatriação de 52 ararinhas-azuis. O modelo de gestão adotado foi tradicional, com algumas abordagens da gestão ágil de projetos, especialmente no que concerne à entrega de produtos de valor para os stakeholders, sem a necessidade de gerar planejamentos e documentação excessivos. Em 03 de março de 2020, as ararinhas-azuis voltaram à Caatinga, ainda em situação de cativeiro, mais um grande passo para voltarem a voar livres.Item A Conservação da Ararinha-azul, Cyanopsitta spixii (Wagler, 1832): Desafios e conquistas(Biodiversidade Brasileira, 2021) Lugarini, Camile; Vercillo, Ugo Eichler; Purchase, Cromwell; Watson, RyanA ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é o único representante do seu gênero e hoje é considerada provavelmente extinta na natureza. O manejo ex situ é prioridade na estratégia de conservação desde o início da década de 90, sendo um exemplo de parceria público-privada de sucesso. Em 2017, finalmente, a população cativa alcançou a estabilidade com 152 indivíduos, possibilitando planejar as ações de reintrodução. Além disso, duas unidades de conservação foram criadas para propiciar a recuperação da espécie no ambiente natural, e, em 2020, 52 ararinhas-azuis foram repatriadas para um Centro de Reprodução e Reintrodução no interior do Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha Azul. Aproximadamente 20 ararinhas-azuis estão em adaptação para o início da reintrodução e restabelecimento da população na área de distribuição histórica. Estamos perto de devolver a espécie para o seu ambiente natural, de onde nunca deveria ter sido extirpada.- Estratégia e extensão de muda de passeriformes em unidades de conservação da Ilha de Santa Catarina e Arvoredo, Santa Catarina(2018) Ferreira, Ariane; Lugarini, Camile; Johnson, Erik I.; Serafini, Patricia Pereira; Meurer, Rafael; Sandri, Sandro; Rocha, Luis O. F. da; Souza, Silvio de S. J.; Assumpção, Cristiana C. A.Determinar idade e sexo de aves a partir da muda e plumagem é uma ferramenta para monitoramento populacional demográfico, de estruturação de populações e de biologia reprodutiva. O objetivo deste estudo foi determinar o sexo e a idade de Passeriformes, observando o período em que realizam eventos cíclicos importantes, como muda e reprodução. Para isto, as aves foram capturadas com redes de neblina instaladas no sub-bosque e áreas abertas, em expedições mensais entre 2016 e 2018, em duas unidades de conservação, na ilha de Santa Catarina e Arvoredo. Cada ave foi contida manualmente, marcada com anilha CEMAVE e solta imediatamente após o processamento. A estratégia e extensão de muda foi determinada para quatro espécies das famílias Tyrannidae, Turdidae e Thraupidae, determinando-se a idade de acordo com o sistema W R-P modificado. O primeiro ciclo de mudas foi definido como o período entre o início da primeira e a segunda muda pré-básica e os ciclos seguintes, com ciclos definitivos quando as plumagens se tornaram homólogas. A estação reprodutiva iniciou-se na primavera austral reduzindo durante o verão, sendo que 39,3% dos indivíduos capturados (n = 743) exibiram placa de incubação (PI) e protuberância cloacal (PC) neste período. Elaenia obscura (n = 76) seguiu a estratégia básica complexa (EBC) com muda pré-formativa (FPF) parcial (43,75%), incompleta (25%) e excêntrica (18,75%), sendo caracterizada pela retenção de todas as coberteiras primárias (pp covs), substituição de algumas (28,6%) ou todas (71,4%) as grandes coberteiras (gr covs), álulas (1,2), terciárias (s9) e penas de contorno. Três espécimes de E. obscura apresentaram um padrão atípico, com muda incompleta excêntrica, substituindo penas primárias (0-4) e secundárias de voo (0-5) e algumas (1-3) pp covs externas. Turdus amaurochalinus (n = 74) e T. albicollis (n = 7) seguiram a EBC, com FPF caracterizada pela substituição de todas as penas de corpo, pequenas e médias coberteiras, álulas (20,0%) e 2-8 (3,6±1,9) gr covs internas. Turdus juvenis foram facilmente identificados pela presença de manchas ferrugíneas nas penas do peito, cabeça e coberteiras das asas, além de evidente comissura no bico e ossificação incompleta do crânio (42%). Um espécime de T. amaurochalinus apresentou FPF incompleta excêntrica substituindo primárias (p7-10), juntamente com 2 pp covs, todas as álulas e secundárias de voo. Tachyphonus coronatus (n=28) também seguiu a EBC, porém com FPF completa, substituindo todas as penas de contorno e voo; os machos trocaram suas penas marrons para preta na FPF, enquanto fêmeas permaneceram com a mesma coloração (marrom) em todos os ciclos. A existência de muda limitada, restrita apenas a alguns indivíduos de uma espécie, antecedendo a reprodução, pode indicar muda pré-alterna. Apesar de não ter sido descrita em E. obscura, 9,2% dos indivíduos capturados neste estudo apresentaram muda de contorno sobreposta à PC ou PI, entre os meses de agosto e dezembro, podendo ser decorrente de muda pré-alterna ou adventícia, merecendo melhor documentação. Outras espécies não apresentaram muda com sobreposição ao início da reprodução. Para as quatro espécies descritas neste estudo foi possível reconhecer aves do primeiro ciclo de vida, auxiliando o monitoramento da dinâmica populacional de aves terrestres em unidades de conservação em ilhas de Santa Catarina, a partir de critérios precisos.
Item Free-living birds from Caatinga and Atlantic Forest of northeast Brazil as hosts of Enterobacterales, Mycoplasma spp., and Chlamydia psittaci(Ornithology Research, 2021) Lugarini, Camile; Silva, Luana T. R.; Amorim, Marcus M. R. de; Lima, Débora C. V. de; Santos, Sandra B.; Saidenberg, André B.Apparently healthy birds in protected areas in northeastern Brazil were investigated, whether shedding bacterial pathogens to the environment. We determined whether pathogens varied according to the level of the shared habitat human of each protected area, the type of vegetation, hosts’ group and different history traits as migration and foraging behavior, body mass, and sensitivity to human impacts. In addition, we also investigated whether the protected areas were preserving the wildlife from antibiotic-resistant bacteria. For that, oropharyngeal and cloacal swabs were collected from 507 individuals of 91 species. In the culture-dependent method, most of the bacterial isolates belonged to Enterobacterales, with the highest frequency of Klebsiella aerogenes (20.5%) and Escherichia coli (19.3%). There was no relationship between Enterobacterales occurrence according to the type of vegetation, hosts’ group and history traits as foraging behavior (foraging stratum and main trophic category), and body mass, and there was a low association between the protected area and Enterobacterales (φ = 0.17). For Mycoplasma, 10.8% of PCR-tested individuals were positive, with high variation among sampled families, but none of them was positive for M. gallisepticum and M. synoviae. The protected area closer to human settlements presented more resistant isolates to broad-spectrum antibiotics gentamicin (φ = 0.45) and tetracycline (φ = 0.37) and also presented the two positive samples to primary pathogenic Chlamydia psittaci. The birds in the sampled protected areas may host and spread potentially pathogenic microorganisms as C. psittaci and Citrobacter freundii in low frequency in balanced co-existence of host/parasite. However, antibiotic-resistant Enterobacterales in protected areas might represent an impact on its bird populations and on the conservation of the environment.- Immature stages of ticks in terrrestrial birds of two protected áreas localized in islands of Southestern Brazilian Atlantic Forest(2018) Lugarini, Camile; Ferreira, Ariane; Martins, Thiago Fernandes; Labruna, Marcelo B.Several tick species, especially immature stages of the genera Argas, Ornithodoros, Ixodes, Amblyomma and Haemaphysalis are found parasitizing birds in South America. The present study aimed to add information of tick infestations in terrestrial birds from two proteceted areas localed in islands of southeastern Brazilian Atlantic forest: Carijós Ecological Station and Arvoredo Biological Reserve, Santa Catarina. Birds were captured with mist nets from Sept 2015 to Apr 2018. The skin and the feathers of each bird were inspected for the presence of ticks. The visualized ticks were removed manually or with forceps, stored in 70% ethanol. Nymphal ticks were identified to species while unengorged larvae were identified to genus level due to absence of a specific key. Tick prevalence (infested birds/examined birds × 100) and infestation intensity (ticks/infested birds within each bird species) were calculated. A total of 615 individual birds from 48 species, 20 families and 8 orders were examined (86.2% of sampled individuals belonged to Passeriformes order); 22 (3.6%) were infested by 60 immature forms of ticks (5 nymphs and 55 larvae). The infestation intensity (mean 2.6 ± 2.7) variated from 1.0 to 6.5 ticks/host (highest for Elaenia obscura). Two tick identified species were: Amblyomma longirostre (4 nymphs) in E. obscura (n=2) and Dysithamnus mentalis (n=1); and A. nodosum (1 nymph) in Tachyphonus coronatus (n=1), while all larvae were identified as Amblyomma sp. (in Chiroxiphia caudata, E. obscura, Attila rufus, Troglodytes musculus, Geothlypis aequinoctialis, T. coronatus and Coereba flaveola). Moreover, 1 nymph of A. longirostre was found crawing on the clothes of a field worker. The prevalence of the tick infestation registered here was lower than previously reported in other parts of the Atlantic forest, explained by the complex spatial and temporal ectoparasite dynamics within their hosts. All larvae and nymphs collected in the present study belonged to the genus Amblyomma, which is the most common tick genus in the Neotropical region and Brazil (32 species registered in Brazil), especially in Passerine birds. A. longirostre is widely distributed and most prevalent in Atlantic forest. Adult stage feeds primarily on porcupines while immature forms are commonly infesting birds, mainly in the Passerines. For Elaenia, it was reported in E. flavogaster, E. parvirostris, E. mesoleuca, E. cristata; we extend that list to E. obscura. A. nodosum was previously demonstrated as the second mostly frequent tick infesting birds in the Atlantic forest. The adults of this species are commonly found on the anteaters while immature forms feed primarily on birds, mainly in the order Passeriformes. It was previously reported in T. phoenicius, T. rufus and T. cristatus. This tick species was previously detected in higher prevalence on birds in smaller forest fragments of Atlantic forest, the Carijós Ecological Station case. Birds play important role as carriers of Ricketssia infected ticks and can distribute them within and between continents. Turdus amaurochalinus is a migratory bird that was insfested by Amblyomma. A. longirostre and A. nodosum were reported to be infected by Rickettsia amblyommatis and R.parkeri-like, respectively, which are implicated to produce Rocky Mountain spotted fever. Then, it is important to inventory the different rickettsial genoty pes circulating in this regions, which will be the next step of this study.
Item Lack of detection of avian influenza, Newcastle disease, and West Nile viruses in wild birds of northeastern Brazil(Journal of Wildlife Diseases, 2018) Lugarini, Camile; Hurtado, Renata; Araujo, Jansen de; Ometto, Tatiana; Thomazelli, Luciano; Seixas, Marina de; Durigon, Edison; Silva, Jean CarlosWe tested 529 wild birds captured in northeastern Brazil for infection by avian influenza, Newcastle disease, and West Nile. Viruses were not detected by real-time PCR with the exception of one Tropical Gnatcatcher (Polioptila plumbea) positive for influenza virus, but this could not be confirmed by viral isolation or gene sequencing. Avian influenza viruses (AIVs), Newcastle disease virus (NDV), and West Nile virus (WNV) are significant to animal and public health and may be relevant to the conservation of wild birds worldwide. Despite their importance, few studies of these viruses in wild birds have been conducted in Brazil. The AIV (Orthomyxoviridae) are a global threat to food animal production and distribution systems, as well as to human health, and have been detected in a broad variety of mammals and birds (Salomon and Webster 2009). Aquatic birds are traditionally perceived as the main reservoirs of these viruses; however, recent studies have shown that AIV maintenance is dependent upon complex multiavian systems (Caron et al. 2017). There have been relatively few studies about AIV in Brazil, and to date, only low-pathogenicity AIV strains have been isolated, including an H2N1 strain from a Semipalmated Sandpiper (Calidris pusilla), an H3 strain from a Ruddy Turnstone (Arenaria interpres), a Kelp Gull (Larus dominicanus), and a Semipalmated Sandpiper, and an H11N9 strain from Ruddy Turnstones (Hurtado and Vanstreels 2016). The NDV (Paramyxoviridae), a variant of avian paramyxovirus 1, is classified as either lentogenic, mesogenic, or velogenic. It is one of the most important viruses of avian species globally, with outbreaks potentially leading to substantial economic losses to the poultry industry. Newcastle disease virus was first introduced to Brazil in 1953, and a series of outbreaks was recorded in Brazil during the 1970s and 1980s. It was only in 2003, after stricter control measures and extensive vacci nation campaigns of poultry with attenuated strains were implemented, that the country was recognized as free of pathogenic NDV strains (Orsi et al. 2010). However, serologic studies demonstrate more recent circulation of lentogenic NDV strains in wild and domestic birds (Silva et al. 2006). Lentogenic NDV was detected by real-time PCR in a Sanderling (Calidris alba) and a Semipalmat ed Sandpiper in northeastern Brazil in 2007 (Thomazelli et al. 2012). The WNV (Flaviviridae) is a mosquito borne virus maintained in nature in an enzootic transmission cycle between birds and ornithophilic mosquitoes that infect a range of vertebrate hosts and may have a high impact on human and animal health (McLean and Ubico 2007). Serologic surveys in Brazil have identified equids and chickens seropositive for WNV, but not wild birds, and no studies have obtained positive results in equine and avian hosts through direct diagnostic methods (Ometto et al. 2013). However, the first human case of WNV encephalitis in the country was recorded in 2014 in Piauı State, highlighting the importance of surveillance of the virus in northeastern Brazil (Vieira et al. 2015). In this study, we investigated the occurrence of AIV, NDV, and WNV in wild birds in two morphoclimatic domains in northeastern Brazil: Caatinga and Atlantic Forest. The Caatinga is in a semiarid region with a hot and dry climate, composed of a mosaic of thorn scrub and seasonally dry forest; it harbors about 510 avian species (Silva et al. 2003). The Atlantic Forest is an extensive block of evergreen forests that extend mostly along the coast of Brazil and parts of Paraguay and Argentina, harboring about 620 avian species, of which 29% are endemic (Myers et al. 2000). Despite their remarkable biodiver sity, Caatinga and the northeastern parts of Atlantic Forest have been largely neglected by the scientific community and are underprotected (Silva et al. 2003; Tabarelli et al. 2010), and there is virtually no information on the circulation of AIV, NDV, and WNV in the avian communities of these habitats. From July 2012 to July 2013, oropharyngeal and cloacal swabs were collected from 529 wild birds (adults and juveniles) from 89 species belonging to 26 families in two protected areas: Guaribas Biological Reserve, an area of coastal Atlantic Forest in Paraıba State (6º43'010''S, 35º11'6''W), and Raso da Catarina a Ecological Station, an area of Caatinga in Bahia State (9º45'47''S, 38º31'26''W. Sampling and sample storage were conducted in accordance with the protocol of Hurtado et al. (2016). All RNAs were extracted using 5x MagMAXe 96 viral isolation kit (AM1836, Applied Biosystems, ThermoFisher Scientific, Foster City, California, USA) following the manufacturer’s instructions. Methodology for viral nucleic acid detection, virus isolation, and sequencing is described by Araujo et al. (2014) for AIV, Thomazelli et al. (2012) for NDV, and Ometto et al. (2013) for WNV. All samples were negative for NDV and WNV, and all but one sample were negative for AIV. The only AIV positive result was obtained from an adult female of Tropical Gnatcatcher (Polioptila plumbea) captured at Raso da Catarina Ecological Station in April 2013 that appeared healthy. The cycle thresh old (CT) value for this sample was 38, which indicates a relatively low concentration of viral RNA. The positive sample was inoculated into 9-d-old specific-pathogen free embryonated chicken eggs; Sanger sequencing of a con served region of 192 base pairs of genomic nonstructural segment was attempted for the PCR-positive sample (Araujo et al. 2014). We could not retrieve AIV by these methods and it was concluded that the sample was negative. This was not surprising, as it is well established that these techniques have limited success when applied to samples with high CT values due to the low quantity of viable virions or the partial degradation of viral RNA (Stallknecht et al. 2012; Hurtado et al. 2016). We were therefore unable to confirm active shedding of AIV, NDV, or WNV in the birds sampled. This does not exclude the circulation of these viruses in the region, as the prevalence of these viruses may vary temporally. Hurtado et al. (2016) reported that, with few exceptions, real-time PCR-positive results were obtained only for species with .100 sampled individuals, possibly an indication that the species sampled in this study may also have been infected but the sample size was too small to allow for detection. In conclusion, Brazil harbors highly diverse avian communities that remain poorly studied for these viruses. Further surveillance efforts to detect these and other avian-borne viruses are therefore necessary, particularly in areas of high avian diversity and endemism.Item Relatório anual de rotas e áreas de concentração de aves migratórias no Brasil(2016) Oliveira, Ailton Carneiro de; Barbosa, Antônio Eduardo Araújo; Sousa, Antônio Emanuel Barreto Alves de; Lugarini, Camile; Lima, Diego Mendes; Nascimento, João Luiz Xavier do; Souza, Manuella Andrade de; Somenzari, Marina; Souza, Nathalia Alves de; Serafini, Patrícia Pereira; Amaral, Priscilla Prudente do; Rossato, Renata Membribes; Medeiros, Rita de Cassia Surrage de; ICMBioO Brasil ocupa uma posição de destaque no cenário mundial em termos de biodiversidade de aves, sendo inclusive rota de muitas espécies migratórias, que se deslocam, regular e sazonalmente, entre duas ou mais áreas distintas, sendo uma delas seu local de reprodução. Essa característica notável traduz-se em uma enorme responsabilidade frente ao compromisso de conservação dessas espécies que muitas vezes extrapolam limites geopolíticos. Ao longo de sua rota migratória, as aves utilizam diversas áreas para descanso e alimentação, que são de grande importância para manutenção do seu ciclo de vida e, consequentemente, de suas populações. Essas áreas vêm sendo drasticamente reduzidas e alteradas por atividades antrópicas como, por exemplo, a implantação de parques eólicos, que têm ganhado bastante espaço e incentivo por ser considerada fonte de energia limpa, renovável e de baixo impacto ao meio ambiente. No entanto, esses empreendimentos representam uma ameaça às aves, considerando que sua implantação gera efeitos secundários capazes de promover significativa redução populacional de certas espécies, inclusive as migratórias. Alguns dos efeitos negativos resultantes de parques eólicos são: a criação de barreiras à livre movimentação das populações, mortalidade devido a colisões e perda de habitat durante a instalação de turbinas e infraestrutura associada. É preciso levar em consideração ainda os efeitos cumulativos gerados pela implantação de diversos parques próximos. Por se tratar de uma atividade recente em território brasileiro e com poucos dados publicados no país, os impactos negativos decorrentes desses empreendimentos precisam ser melhor investigados e sua implantação deve seguir critérios mais rigorosos e minimamente uniformizados. Nessa perspectiva, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) publicou a resolução N° 462, de 24 de julho de 2014, estabelecendo os procedimentos para o licenciamento ambiental de empreendimentos de geração de energia elétrica a partir de fonte eólica em superfície terrestre, no território brasileiro. Essa resolução prevê que o órgão licenciador deve exigir estudos e relatório de impacto ambiental e realizar audiências públicas quando o empreendimento estiver localizado em áreas de concentração ou rotas de aves migratórias, cabendo ao CEMAVE/ICMBio indicá-las em território nacional. A elaboração do presente documento demandou grande esforço visando resgatar e sistematizar o conhecimento disponível na literatura, no processo de avaliação do estado de conservação da avifauna brasileira, nos Planos de Ação Nacionais e nos registros de anilhamento do Sistema Nacional de Anilhamento (SNA.Net). Essa compilação de dados permitiu a definição, nos estados da Federação, de áreas importantes para a conservação de aves migratórias por meio dos locais de concentração de espécies, congregações de indivíduos e sítios de nidificação. Tais áreas foram confrontadas com a localização atual e a perspectiva de implantação de empreendimentos eólicos, tendo como base dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Observa se que, atualmente, a sobreposição entre empreendimentos (instalados e/ou previstos) e áreas relevantes para a conservação de aves migratórias é especialmente preocupante no Nordeste e no Sul do Brasil. O monitoramento adequado dos impactos negativos gerados pelos parques eólicos no Brasil (estudos padronizados com ao menos um ano de duração antes da instalação e por cerca de cinco anos após o início da operação) trará lições valiosas para futuros licenciamentos. Com o intuito de minimizar potenciais impactos negativos, são apresentadas recomendações de medidas preventivas já testadas em outros países, como: uso de luzes intermitentes e estruturas tubulares nas torres, instalação de radares acoplados a dispositivos que desliguem as turbinas em caso de aproximação de bandos de aves, recolhimento de carcaças próximas às turbinas para evitar a atração de outras aves, monitoramento diário da área em períodos críticos de migração, dentre outros. Esse trabalho adequa-se ao modelo de desenvolvimento responsável, sinalizando a necessidade de permitir o crescimento econômico e social sem negligenciar a conservação da biodiversidade.Item Relatório de Rotas e Áreas de Concentração de Aves Migratórias no Brasil(2019) Barbosa, Antônio Eduardo Araújo; Gomes, Camila Garcia; Lugarini, Camile; Paludo, Danielle; Mendes, Diego Lima; Souza, Manuella Andrade de; Fialho, Marcos de Souza; Santos, Mauricio Cavalcante dos; Alves, Nathalia; Serafini, Patrícia Pereira; Amaral, Priscilla Prudente do; ICMBioParques eólicos para produção de energia elétrica têm contribuído para a construção de uma matriz energética mais limpa e renovável. No entanto, podem representar uma ameaça a grupos específicos como aves e morcegos. Nessa perspectiva, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) publicou uma resolução que prevê que o órgão licenciador deve exigir estudos e relatório de impacto ambiental e realizar audiências públicas quando o empreendimento estiver localizado em áreas de concentração ou rota de aves migratórias, aqui chamadas de Áreas Importantes, cabendo ao ICMBio/CEMAVE indicá-las através do presente relatório, sendo essa sua terceira edição. Para identificar essas Áreas Importantes, realizamos um planejamento sistemático de priorização de áreas ocupadas por espécies sensíveis a empreendimentos eólicos por meio do software Zonation. Somamos a esse resultado áreas de descanso, alimentação ou reprodução que concentram indivíduos de espécies migratórias citadas em publicações científicas ou sugeridas por especialistas. Para o Zonation, estabeleceu-se uma meta de priorização de mais de 90% das células com registro de ocorrência de espécies migratórias ameaçadas e de 100% para as raras, ao mesmo tempo em que seleciona as células de maior riqueza de espécies. Das 6.823 células que apresentaram ao menos um registro de espécie migratória, foram priorizadas 2.047 células, ou seja, 30% das células foram mantidas na solução final. Somando-se a isso, foram apontadas 75 áreas (2.305 células) em 21 estados. Cada área elencada foi identificada, sendo apresentada a justificativa de inclusão e a fonte da informação. Devido a uma disponibilidade desigual de informações, a maior parte das áreas levantadas apresenta ocorrências de espécies migratórias limícolas e costeiro-oceânicas, sendo poucas as áreas regulares de rota, pousio, descanso, alimentação e reprodução para um número expressivo de espécies florestais ou campestres. A área total, considerando as Áreas Importantes por expressiva concentração de indivíduos e as elencadas pelo Zonation, somou 346.262,24 km2 (4.091 células), ou aproximadamente 4% da superfície do Brasil. Embora todos os estados brasileiros tenham apresentado áreas priorizadas, o padrão geral de distribuição espacial das Áreas Importantes ainda se mostra bastante pulverizado, o que reflete, a despeito do grande número de registros compilados, um cenário com muitas lacunas de conhecimento. Em outras palavras, há muitas áreas com pouco ou nenhum esforço amostral, em especial para a Amazônia e nas áreas distantes de rodovias.Item Similar regional‑scale survival of tropical and southern temperate birds from the New World(Oecologia, 2023) França, Leonardo Fernandes; Silva, Clarisse Caroline de Oliveira e; Pinho, João Batista de; Prestes, Nêmora Pauletti; Cueto, Victor R.; Alves, Maria Alice S.; Schunck, Fabio; Fontana, Carla Suertegaray; Lugarini, Camile; Martinez, Jaime; Sagario, M. Cecilia; Casenave, Javier Lopez de; Vecchi, Maurício B.; Repenning, Márcio; Ferreira, Ariane; Dias, Raphael Igor; Passos, Daniel CunhaThe general assumption that the survival patterns of tropical and southern temperate birds are similar lacks empirical data from higher latitudes. Regional comparisons of New World species are rare, and this assumption has been based on data from African studies. Here, we estimate the survival rates of 88 tropical and southern temperate bird populations (69 spe cies) from eight localities in South America to evaluate the hypothesis that the survival of these populations is homogeneous at the regional scale. We estimated survival based on the Cormack-Jolly-Seber model and compared values from diferent environments. The survival estimates ranged from 0.30 to 0.80 (0.56±0.12). Apparent survival did not difer signifcantly between low-latitude tropical environments (03°S) and the other sites from high-latitudes (between 22° and 34°S). Despite a predicted positive trend, body size was not signifcantly related to survival among passerines. On the other hand, phyloge netic relationships explained more than a third of the variation in bird survival. Based on the largest available database on South American bird species, our fndings support the hypothesis that bird survival is homogeneous, at the regional scale, along the southern hemisphere. In particular, we reinforce the hypothesis that climatic variation has a limited infuence on bird survival in the southern hemisphere.Item Spix’s Macaw Cyanopsitta spixii (Wagler, 1832) population viability analysis(Bird Conservation International, 2023) Vercillo, Ugo; Oliveira-Santos, Luiz Gustavo; Novaes, Marisa; Purchase, Cromwell; Purchase, Candice; Lugarini, Camile; Ferreira, Ariane; De Marco, Paulo; Marcuk, Vladislav; Franco, José LuisSpix’s Macaw Cyanopsitta spixii is one of the most endangered Neotropical Psittacidae species. Extinct in the wild in the year 2000, in June 2022 the first cohort of C. spixii was reintroduced to its original habitat. For a successful reintroduction of the species, it is necessary to examine the viability of the population against natural and external threats and the environmental requirements for success. Thus, this paper presents a “Population Viability Analysis” (PVA) for Spix’s Macaw. It used the Vortex and RangeShiftR software, biological and environmental data from a bibliographic survey, and information provided by the field team responsible for the reintroduction of the species, and who work directly with the species in captivity. We found that the minimum viable population (MVP) for reintro duction of the species is 20 individuals. However, considering the impact of disease, drought, hunting, and illegal trafficking, this population can only persist if the release of individuals from captivity occurs annually over the next 20 years combined with the reforestation of natural habitat to support population growth.