Navegando por Autor "Batista, Flavia Regina de Queiroz"
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Item Assessing Brazilian turtles’ vulnerability BY USING species distribution models AND dispersal constraints(Biodiversity and Conservation, 2024-01-27) Pinto, Hugo Bonfim de Arruda; Valadão, Rafael Martins; Andrade, André Felipe Alves de; Batista, Flavia Regina de Queiroz; Marco Júnior, Paulo DeMost assessments of the conservation status of Brazilian turtles use the IUCN geographic range criteria performed by the Minimum Convex Polygon (MCP). This technique often leads to over- or under-estimating the geographic distribution of rare, vulnerable, or endangered species. We aimed to demonstrate that using Species Distribution Models (SDM) on the geographic range assessment of turtles could be more accurate than using the minimum polygon convex. We reduced overestimation of species’ extent of occurrence by adding dispersal constraints, which avoids under- or over-estimating the impact of threatening events. The extent of occurrence derived from MCP was 31% higher than SDM on average, ranging from 4 to 311% higher. Using remaining habitat variables, we found that habitat loss within the predicted extent of occurrence increased by 79% from 1985 to 2019, and inferred population fragmentation increased by 161%. The distribution of turtles Acanthochelys radiolata, Acanthochelys spixii, Hydromedusa maximiliani, Hydromedusa tectifera, Mesoclemmys vanderhaegei, Phrynops williamsi, and Ranacephala hogei is severely fragmented, with most of their extent of occurrence being split into patches that are unavailable to the species persistence. Our findings highlight the importance of using SDM combined with dispersal constraints, which may further benefit from future information about the dispersal capacity of turtles. Furthermore, adding environmental layers to this combination makes it possible to discuss processes affected by habitat fragmentation, such as the fragmentation of species populations, an aspect essential to evaluate population viability and local extinctions.Item O fogo e a herpetofauna no Pantanal(Biodiversidade Brasileira, 2024) Valencia-Zuleta, Alejandro; Richter, Aline; Alvarenga, Gabriela do Valle; Batista, Flavia Regina de Queiroz; Moreira, Leonardo Felipe Bairos; Arbo-Meneses, Bruna; Lustosa, Ana Paula Gomes; Strüssmann, Christine; Abrahão, Carlos Roberto; Côrtes, Lara GomesO Pantanal vem sofrendo diferentes ameaças ao longo dos anos, as quais têm alterado suas paisagens e prejudicado o pulso de inundação. Desde 2020, uma das maiores preocupações relativas à conservação de biodiversidade do bioma é a mudança do regime de fogo e os impactos dos grandes incêndios. O aumento na frequência e na intensidade de incêndios é uma das ameaças apontadas pela ciência como causa de declínio mundial das populações de anfíbios e répteis. O objetivo principal deste trabalho foi descrever os padrões observados na composição, distribuição e história natural das espécies de répteis e anfíbios amostrados durante e após os eventos de incêndio que vêm afetando o Pantanal desde 2020. Além disso, apontamos as dificuldades enfrentadas para estimar o impacto do fogo sobre a herpetofauna local e sugerimos aprimoramentos da metodologia utilizada. Os dados foram obtidos durante seis expedições, realizadas entre 2020 e 2023, em momentos hidrológicos distintos (seca e vazante) e em diferentes circunstâncias de amostragem: emergência e monitoramento. Emergência compreende os registros feitos durante eventos de incêndio e consistiu na contagem de animais mortos; enquanto o monitoramento, aplicado em momentos sem fogo, consistiu na amostragem passiva e ativa de animais vivos. Para cada espécie registrada durante as amostragens buscamos na literatura informações complementares sobre a categoria de risco de extinção, habitat e hábitos. Considerando as expedições e as diferentes metodologias aplicadas, contabilizamos 1708 registros de 45 espécies nos municípios de Barão de Melgaço e Poconé. A riqueza e abundância de anfíbios e répteis responderam de formas diferentes em campanhas emergenciais e no monitoramento. Os anfíbios de grande porte com hábitos terrestres ou semifossoriais, assim como as serpentes aquáticas e semiaquáticas, foram os grupos com maior número de carcaças registradas após os incêndios. Durante o monitoramento, entretanto, avistamentos de serpentes aquáticas foram muito reduzidos. Nesse contexto, destacamos a importância de estudos de monitoramento de longo prazo com metodologias adequadas às condições hidrológicas, grupo taxonômico e ocorrência de incêndios. Helicops boitata, uma espécie de cobra d’água endêmica do Pantanal, foi registrada apenas durante a campanha de contagem de animais mortos nos incêndios de 2020, realizada na estação seca. A recorrência de grandes incêndios na região pode representar forte ameaça para essa e outras espécies com hábitos semelhantes. O monitoramento contínuo de áreas amostradas durante incêndios é de extrema importância para identificar espécies resilientes ou intolerantes ao fogo e fundamental para o desenvolvimento de medidas de conservação adequadas para cada grupo taxonômico.