Navegando por Autor "Balestra, Rafael Antônio Machado"
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- Avaliação da influência dos fatores ambientais sazonais na reprodução da tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa)(Ibama, 2019) Simoncini, Melina S.; Portelinha, Thiago Costa Gonçalves; Montelo, Kennedy Mota; Falcon, Guth Berger; Collicchio, Erich; Balestra, Rafael Antônio Machado; Luz, Vera Luz Ferreira; Malvasio, Adriana; Lacava, Roberto Victor; Balestra, Rafael Antônio Machadocapítulo avalia a influência dos fatores ambientais sazonais na reprodução da tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa) em um estudo de caso no Tocantins. A pesquisa destaca a relação estreita entre as atividades reprodutivas dos répteis e o clima, enfatizando a importância de entender essas interações para a conservação da espécie. O estudo também aborda os impactos das mudanças ambientais causadas pelo homem, como a construção de barragens e o desmatamento, na vida e reprodução da tartaruga.
- Bases ecológicas para o manejo sustentável de quelônios amazônicos(Ibama, 2019) Andrade, Paulo Cesar Machado; Oliveira, Paulo Henrique Guimarães; Pinto, José Ribamar da Silva; Canto, Sônia Luzia de Oliveira; Olavo, Gilberto; Pereira, Maria do Carmo Gomes; Pezzuti, Juarez Carlos Brito; Lacava, Roberto Victor; Balestra, Rafael Antônio Machado; Lacava, Roberto Victor; Balestra, Rafael Antônio MachadoO Capítulo 6 aborda as bases ecológicas para o manejo sustentável de quelônios amazônicos, destacando a importância da sustentabilidade e alternativas às práticas de manejo. Ele discute a participação das comunidades ribeirinhas na proteção de sítios e a estrutura e dinâmica das populações de animais, incluindo aspectos como abundância, densidade, razão sexual, categorias etárias, taxa de natalidade, mortalidade e migração. O capítulo também menciona estudos e dissertações relevantes sobre a ecologia e conservação de diferentes espécies de quelônios na Amazônia.
- CAÇA E MANEJO DE FAUNA SILVESTRE NO BRASIL: ASPECTOS LEGAIS E O EXEMPLO DOS QUELÔNIOS E CROCODILIANOS(Atena Editora, 2019) Balestra, Rafael Antônio Machado; Brazil, Marilene Vasconcelos da Silva; Aguilera, Jorge González; Zuffo, Alan MarioA “caça” no Brasil é matéria de competência legal concorrente e difusa entre a União e os Estados. Há evidente omissão legislativa da União quanto a esse tema, inclusive quanto à modalidade “caça de subsistência”. Em face dessa fragilidade legal, há margem interpretativa razoável para conceber que aos Estados recaia a plena competência sobre esse assunto, podendo assim regulamentar a caça, seja ela para subsistência ou outra modalidade com viés comercial. Neste trabalho, objetivou se defender que o conceito de caça pode ser entendido como uma estratégia de manejo de fauna, normatizada em um sistema metodológico padronizado, como uma modalidade de manejo adaptativo. São condições elementares para o sucesso no manejo de recursos de uso comum, incluindo a caça sustentável, a partir da implementação de planos de manejo locais, a definição clara e objetiva dos seus usuários, das instâncias autorizativas e fiscalizatórias competentes, sendo que quanto menor for o processo burocrático envolvido, maior a eficiência de implementação desses planos. É importante para o poder público reconhecer que o manejo da fauna já ocorre, mesmo quando não é autorizado pelo órgão competente. O quadro atual que predomina é o de livre acesso, sem qualquer forma de regulação além de ações de proteção que ocorrem em frequência totalmente insuficientes para coibir os ilícitos ambientais, sendo esse o pior cenário para garantir o uso sustentável da fauna
- Capítulo 16 - Animais silvestres de vida livre(Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, 2023) Lustosa, Ana Paula Gomes; Sousa, Antônio Emanuel Barreto Alves de; Pires, Augusto de Deus; Gomes, Camila Garcia; Lugarini, Camile; Pavanelli, Carla Simone; Abrahão, Carlos Roberto; Soares, C.M.; Zawadzki, Cláudio Henrique ; Paludo, Danielle; Benedito, Evanilde ; Silva, Felipe Ennes; Paim, Fernanda Pozzan ; Miranda, Flávia; Reis, Isaías José dos ; Bicca-Marques, Júlio César ; Souza, Manuella Andrade de; Valença-Montenegro, Mônica Mafra; Serafini, Patrícia Pereira ; Balestra, Rafael Antônio Machado ; Valadão, Rafael Martins; Graça, Weferson Júnio da ; Silveira, L.F.; Viana, A.A.B.; de Angelis, K.; Braga, L.M.G.M.Apanhado de diretrizes do CONCEA para animais silvestres
Item Capítulo 8. O Encontro dos Saberes na Perspectiva dos Pesquisadores(2021) Raseira, Marcelo Bassols; Balestra, Rafael Antônio Machado; Bernardes, Virginia Campos Diniz; Buss, Gerson; Fialho, Marcos de Souza; Marini Filho, Onildo João; Reis, Yasmin Maria Sampaio dos; Souza, Jumara Marques; Uehara-Prado, MarcioA pesquisa científica é uma forma de produzir conhecimento e pode ser um processo complexo a depender das hipóteses a serem testadas, exigindo habilidades específicas dos pesquisadores. Esses especialistas dedicam anos de estudo às suas linhas de pesquisa ou temas específicos, buscando a construção de conhecimentos para dar um retorno à sociedade. Contudo, muitas vezes existe um distanciamento entre a comunidade científica e a sociedade, seja devido à falta de acesso ao conhecimento ou ao formato inadequado como a informação é disponibilizada, principalmente no caso de locais isolados, com difícil acesso, como é a situação de diversas unidades de conservação. A união entre a gestão ambiental e o conhecimento científico é de suma importância em ações de manejo e conservação da biodiversidade brasileira. O apoio colaborativo de pesquisadores e os conhecimentos gerados com suas pesquisas são utilizados em diferentes processos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). No Instituto, existem os Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação (CNPC), onde ocorre uma articulação para que haja sinergia entre pesquisa e conservação, fato que se consolida há alguns anos, principalmente em relação às estratégias de conservação da biodiversidade, como no processo de avaliação do risco de extinção de espécies e na elaboração e execução dos Planos de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas. Essa interação é fundamental para a conservação e o manejo sustentável da biodiversidade na gestão de unidades de conservação, bem como para o desenvolvimento socioambiental.- Cartilha de capacitação comunitária para a conservação de quelônios amazônicos(Ibama, 2016) Bernhard, Rafael; Balestra, Rafael Antônio Machado; Moreira, José Roberto; Balestra, Rafael Antônio Machadoproposta de cartilha ou manual básico de ações para conservação de quelônios amazônicos, como modelo para adaptação às especificidades de interesse, numa eventual abordagem comunitária sobre essa sistemática. Neste sentido, este texto apresenta em linguagem simples a síntese dos principais quesitos que sustentam os objetivos conservacionistas dos animais em questão, considerando a pluralidade cultural das comunidades residentes e usuárias das áreas de ocorrência dessas espécies e, também, as diferentes idades e níveis escolares de seus componentes. Este texto também pode ser útil como instrumento de orientação em palestras, reuniões ou cursos de capacitação comunitária, mesmo não integrando uma cartilha ou manual técnico propriamente.
- Conservação dos quelônios amazônicos no Brasil(Ibama, 2019) Luz, Vera Lúcia Ferreira; Malvasio, Adriana; Balestra, Rafael Antônio Machado; Salera Júnior, Giovanni; Leão Souza, Valéria; Portelinha, Thiago Costa Gonçalves; Uhlig, Vívian Mara; Portal, Rubens da Rocha; Lacava, Roberto Victor; Balestra, Rafael Antônio MachadoO Capítulo 1 do livro aborda a conservação dos quelônios amazônicos no Brasil, destacando a importância do Bioma Amazônia. Este bioma é o maior do país e representa cerca de 30% das florestas tropicais remanescentes no mundo, com uma área de aproximadamente 4,5 milhões de km². A Amazônia possui uma enorme diversidade de ambientes e habitats, resultando em uma rica biodiversidade que inclui milhares de espécies de plantas e vertebrados, sendo que 10% de toda a diversidade do planeta está presente nessa região.
- Criação comercial de quelônios amazônicos(Ibama, 2019) Malvasio, Adriana; Luz, Vera Lúcia Ferreira; Balestra, Rafael Antônio Machado; Alves Júnior, José Roberto Ferreira; Souza, Valéria Leão; Brazil, Marilene Vasconcelos da Silva; Braga, Antônio Erlindo; Lacava, Roberto Victor; Balestra, Rafael Antônio MachadoO capitulo aborda a exploração e comercialização de quelônios no Brasil, destacando a criação legalizada para suprir a demanda e conservar espécies. Discute a legislação, dificuldades enfrentadas pelos produtores e iniciativas para padronizar procedimentos e melhorar a viabilidade da criação e comercialização desses animais.
- O Encontro dos Saberes na Perspectiva dos Pesquisadores(2021) Raseira, Marcelo Bassols; Balestra, Rafael Antônio Machado; Bernardes, Virginia Campos Diniz; Buss, Gerson; Fialho, Marcos de Souza; dos Reis, Yasmin Maria Sampaio; Souza, Jumara Marques; Prado, Marcio Uehara; IPÊ - Instituto de Pesquisas EcológicasO Encontro dos Saberes na Perspectiva dos Pesquisadores é uma oportunidade de promover a interação e a troca de experiências entre a comunidade científica e a sociedade. A união entre a gestão ambiental e o conhecimento científico é fundamental para a conservação da biodiversidade. Os desafios logísticos na realização dos Encontros incluem a comunicação entre pesquisadores e organizadores, a escolha do local adequado e a consideração das condições da região amazônica. Durante os Encontros, a aproximação entre pesquisadores e comunitários pode ser facilitada por meio de elementos que façam conexão com o cotidiano das comunidades, como exposições de fotografias, maquetes e painéis informativos.
- Envolvimento comunitário na conservação de quelônios amazônicos(2016) Oliveira, Paulo Henrique de; Camillo, Cássia Santos; Balestra, Rafael Antônio Machado; Silva, João Victor Campos de; Fonseca-Junior, Sinomar F; Balestra, Rafael Antônio MachadoO envolvimento comunitário é crucial na conservação dos quelônios amazônicos, pois enriquece os projetos com conhecimento tradicional e promove o comprometimento local. Os agentes de praia têm responsabilidades como proteger as áreas de desova e monitorar os quelônios. O treinamento aborda temas como biologia dos quelônios, leis de proteção e manejo de ovos.
- Espécies beneficiadas do Plano de Ação Nacional para Conservação dos Quelônios Amazônicos(Ibama, 2019) Bernhard, Rafael; Ferrara, Camila Rudge; Barreto, Larissa; Ribeiro, Luis Eduardo de S.; Carvalho, Vinícius Tadeu de; Cunha, Fábio A. G.; Balestra, Rafael Antônio Machado; Bataus, Yeda Soares de Lucena; Lacava, Roberto Victor; Balestra, Rafael Antônio MachadoO Capítulo 3 aborda as espécies beneficiadas pelo Plano de Ação Nacional para Conservação dos Quelônios Amazônicos. Especificamente, menciona a espécie Podocnemis erythrocephala, conhecida como irapuca, calalumã ou chipiro, destacando a descrição física dos machos e filhotes, que possuem a cabeça cor de café. O capítulo também inclui uma foto ilustrativa da espécie no rio Ayuanã, médio rio Negro/AM.
- Espécies-alvo do Plano de Ação Nacional para Conservação dos Quelônios Amazônicos(Ibama, 2019) Vogt, Richard Carl; Ferrara, Camila Rudge; Fagundes, Camila Kurzmann; Bataus, Yeda Soares de Lucena; Balestra, Rafael Antônio Machado; Lacava, Roberto Victor; Balestra, Rafael Antônio MachadoO capítulo 2 do Plano de Ação Nacional para Conservação dos Quelônios Amazônicos aborda a espécie Podocnemis expansa, conhecida como tartaruga-da-amazônia. Descreve suas características físicas, como a cabeça com escudo interparietal grande e variações de cor entre machos, jovens e fêmeas adultas. Também menciona a coloração da carapaça e do plastrão, destacando que é a maior espécie do gênero Podocnemis.
Item Guia Brasileiro de Produção, Manutenção ou Utilização de Animais para Atividades de Ensino ou Pesquisa Científica(Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal., 2023) Valadão, Rafael Martins; Reis, Isaías José dos; Balestra, Rafael Antônio Machado; Abrahão, Carlos Roberto; Lustosa, Ana Paula Gomes; Pires, Augusto de deusO Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) está trabalhando na produção do Guia Brasileiro de Produção, Manutenção ou Utilização de Animais em Atividades de Ensino ou Pesquisa Científica. Esse Guia tem o formato de um manual e vem sendo produzido com a colaboração de diversos especialistas na área de experimentação animal, com ampla e notória experiência na utilização de animais em ensino ou pesquisa científica. O seu maior objetivo é servir como um manual de referência de procedimentos e estrutura física, e também como um balizador fiscalizatório, servindo como base para o desenvolvimento de requisitos para avaliação da conformidade destas instituições. Cada capítulo/fascículo do Guia apresenta informações sobre a "Estrutura Física e Ambiente" e os "Procedimentos" de um táxon animal e é publicado, primeiramente, na forma de Resolução Normativa do Concea, tendo, portanto, efeito legal. As instituições que produzam, mantenham ou utilizem animais para ensino ou pesquisa científica deverão compatibilizar suas instalações físicas, no prazo máximo de 5 (cinco) anos, a partir da entrada em vigor das normas estabelecidas pelo Concea (Lei nº 11.794/2008, art 22, inciso II). Após a publicação de cada capítulo/fascículo do Guia na forma de Resolução Normativa, a Assessoria de Comunicação do MCTIC editora uma publicação eletrônica (e-book) do texto, que pode ser encontrada logo abaixo ou em Publicações do Concea.- Manejo dos tabuleiros de Quelônios(UNISOL/UFAM, 2015) Andrade, Paulo Cesar Machado; Duarte, João Alfredo Mota; Azevedo, Sandra Helena; Balestra, Rafael Antônio Machado; Andrade, Paulo Cesar MachadoOs quelônios são utilizados por populações ribeirinhas há centenas de anos. Apesar do declínio populacional em localidades da Amazônia, eles têm grande importância ecológica, além de cultural e alimentar nos modos de vida ribeirinhos, representando importante alimento de subsistência, para as populações locais. Tradicionalmente, utilizados como recurso alimentar pelos povos amazônicos (Costa, 1999; Andrade, 1988; Smith et al., 1979), tartarugas (Podocnemis expansa), tracajás (Podocnemis unifilis), iaçás (P.sextuberculata) e suas praias de nidificação (tabuleiros) foram protegidas pelos antigos donos de seringais, principalmente, nos rios Purus e Juruá, sendo posteriormente protegidas por comunidades de ribeirinhas. Onde o trabalho de proteção de praia foi feito de forma participativa, envolvendo órgãos ambientais, prefeitura, comunidades e colaboradores, as atividades de conservação propiciaram a manutenção de populações significativas destes quelônios aquáticos de extrema importância ecológica e sócio-econômica (Andrade et al., 2008). Para resgatarmos o histórico de luta para conservação de quelônios nas regiões dos rios Purus (Lábrea, Canutama e Tapauá), Juruá (Juruá, Carauari, Eirunepé, Itamarati), Madeira (Manicoré, Novo Aripuanã e Borba), Uatumã e Negro foram analisados relatórios técnicos (1974-2014) do Projeto Quelônios da Amazônia/IBAMA (74) e analisadas autorizações de proteção de praia (138) concedidas pelos órgãos ambientais responsáveis (entre 1964-2004). Essas informações serviram para caracterizar como eram feitas as atividades de proteção aos quelônios em grandes sítios de nidificação (tabuleiros), o que passaremos a descrever neste capítulo, associando as novas diretrizes definidas pelo RAN para o manejo conservacionista desses locais de reprodução.
- Manutenção em berçários e soltura de quelônios amazônicos(Ibama, 2016) Balestra, Rafael Antônio Machado; Andrade, Paulo César Machado; Moreira, José Roberto; Oliveira, Paulo Henrique Guimarães de; Balestra, Rafael Antônio MachadoO manejo de espécies ameaçadas visa assegurar a máxima variabilidade genética de populações, de maneira que possam ser viáveis em longo tempo. Em casos em que o tamanho populacional é muito pequeno, pode ser necessária a ajuda do cativeiro como estratégia de manejo (BALESTRA et al., 2010). Alguns programas de manejo de quelônios amazônicos adotam a manutenção temporária de fi lhotes em cativeiro (ANDRADE, 2008, 2012), com vistas a minimizar a taxa de mortalidade, que é geralmente alta nessa fase da vida. Essa é uma estratégia bastante controversa, o que faz com que seja importante ponderar sobre os aspectos favoráveis e desfavoráveis da manutenção de fi lhotes nesses ambientes artifi ciais, ainda que os argumentos aqui apresentados sejam, para ambos os casos, especulativos. Tendo em vista que diversos programas de manejo a adotam, ela será descrita neste capítulo, mas para empregar essa técnica, deve ser considerada sua relevância para as circunstâncias de qualquer projeto.
Item Marcador de DNA mitocondrial para estudos genético-populacionais de Tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa Schweigger, 1812) a partir de material biológico de coleta pouco invasiva.(Biodiversidade Brasileira, 2022) Agostini, Maria Augusta Paes; Rocha, Bárbara Beatriz de Sousa; Balestra, Rafael Antônio Machado; Paiva, Samuel RezendeOs quelônios são animais de vida longa e poucos dos seus indivíduos chegam à fase adulta. Além da baixa taxa natural de recrutamento, diversas ações antrópicas vêm dificultando a manutenção das populações desse grupo. A exploração desordenada para abastecer o comércio ilegal vem se mostrando a mais danosa, principalmente em Podocnemis expansa, por ser uma espécie bastante apreciada na culinária amazônica, e muito vulnerável no período reprodutivo, época de maior captura. Seu histórico de exploração causou desequilíbrio populacional em diversas localidades na Amazônia, como pôde ser verificado durante as quase três décadas de monitoramento em importantes sítios de desova em unidades de conservação do rio Araguaia. O presente estudo desenvolveu marcadores moleculares com o objetivo de testá-los e compará-los com primers já utilizados, além de avaliar a diversidade genética e a estruturação populacional de P. expansa na bacia Tocantins-Araguaia. Para isso, foi coletado tecido cutâneo de 120 espécimes amostrados em três localidades no médio e submédio rio Araguaia, comparados com sequências do DNA mitocondrial de 22 localidades. A região controle do DNA mitocondrial de P. expansa é de difícil amplificação, sendo que o par de primers de outros estudos não amplificou com o material biológico utilizado neste trabalho, mostrando a eficiência do marcador molecular confeccionado. A utilização desses primers facilitará a amostragem em campo, pois, apesar de o tecido cutâneo conferir menor quantidade de DNA extraído quando comparado ao tecido sanguíneo, sua coleta como material biológico pode ser aplicada de forma mais simples, ampla e frequente em projetos de pesquisa e programas de monitoramento e manejo de quelônios, facilitando as pesquisas genéticas com esses animais. Quanto à avaliação genética, foi caracterizada panmixia na bacia Tocantins-Araguaia e baixa diversidade genética, concordando com dados da espécie. Caso as estratégias de conservação não sejam eficientes para reverterem um provável processo de deriva genética, poderão ocorrer prejuízos populacionais significativos, notadamente quanto às questões adaptativas da espécie.- Monitoramento da incubação dos ovos e manejo de filhotes de quelônios amazônicos(2016) Balestra, Rafael Antônio Machado; Andrade, Paulo César Machado; Bernhard, Rafael; Ferrara, Camila Rudge; Fagundes, Camila Kurzmann; Balestra, Rafael Antônio MachadoAs espécies do gênero Podocnemis, que têm uma ampla distribuição geográfica, demonstram plasticidade no comportamento materno para lidar com as diferenças climáticas. Isso inclui a escolha de diferentes locais de desova ou a adaptação da época de desova em resposta às variações de temperatura. Por exemplo, temperaturas mais altas durante a incubação dos ovos aceleram o desenvolvimento embrionário, reduzindo o período de incubação e aumentando as chances de sobrevivência dos embriões contra enchentes. Ninhos feitos em substrato arenoso tendem a ter um período de incubação mais curto do que os feitos em substrato argiloso, devido à menor umidade e maior exposição solar. No entanto, ambos os tipos de ninhos enfrentam ameaças naturais, como a predação por formigas, moscas, mamíferos carnívoros, aves, lagartos, anfíbios, peixes e jacarés. Para garantir a viabilidade das populações de quelônios amazônicos, é essencial investir em pesquisas e práticas de manejo que visem à conservação dessas espécies. Isso inclui a proteção e o monitoramento dos locais de nidificação, bem como a implementação de medidas de conservação baseadas nos resultados dessas pesquisas.
- Monitoramento da nidificação e manejo de ovos de quelônios amazônicos(2016) Bernhard, Rafael; Lima, Mariel Acácio de; Balestra, Rafael Antônio Machado; Ferrara, Camila Rudge; Bernardes, Virgínia Campos Diniz; Lustosa, Ana Paula Gomes; Balestra, Rafael Antônio MachadoOs quelônios amazônicos, em sua maioria, vivem a maior parte de suas vidas na água, saindo para a terra apenas nos momentos de nidificação. É justamente na fase reprodutiva do ciclo de vida desses répteis que eles se encontram mais vulneráveis e quando a pressão de predação aumenta. Mesmo desconhecendo o status das populações naturais, a base das atividades de preservação de quelônios amazônicos busca a redução da predação de ovos e de filhotes e remete às atividades de proteção e manejo dos ninhos e filhotes.
- Monitoramento populacional de quelônios amazônicos(Ibama, 2016) Bernhard, Rafael; Ferrara, Camila Rudge; Balestra, Rafael Antônio Machado; Botero-Arias, Robson; Vogt, Richard C.; Balestra, Rafael Antônio MachadoEste Capitulo apresenta a importância dos projetos de conservação de quelônios na Amazônia no Brasil, destacando sua relevância no monitoramento populacional dessas espécies ao longo de quatro décadas. Apesar dos esforços significativos desses projetos, muitos não conseguiram estabelecer sistemas de manejo sustentáveis devido à falta de estudos populacionais abrangentes. Esses estudos são cruciais para avaliar o estado de conservação das populações monitoradas e definir práticas de manejo adequadas. O monitoramento contínuo é essencial para compreender a dinâmica das populações e o impacto da atividade humana. Em suma, o texto ressalta a necessidade de estudos populacionais para garantir a conservação adequada das espécies de quelônios na região amazônica.
Item Perfil do Ecoturismo no Rio Araguaia(Biodiversidade Brasileira, 2022) Parrião, Fernanda Geórgia; Costa, Mariana Arcanjo; Martins, Patrícia; Bataus, Yeda Soares de Lucena; Silva Júnior, Otair Lourenço da; Balestra, Rafael Antônio MachadoO rio Araguaia nasce na Serra dos Caiapós, entre os estados de Mato Grosso e Goiás, inserido no bioma Cerrado. Na época de estiagem, suas praias são bastante procuradas para acampar. Neste estudo foram avaliados os dados do projeto “Ordenamento do Turismo e Ecoturismo no Rio Araguaia” implementado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios na região do médio rio Araguaia, compreendendo a Área de Proteção Ambiental Meandros do Rio Araguaia, Reserva Extrativista Lago do Cedro e Parque Nacional do Araguaia. Foram desenvolvidas as seguintes etapas: 1) levantamento dos dados obtidos a partir da aplicação de questionários aos turistas sobre as formas de uso de praias e dos ambientes circundantes; 2) desenvolvimento de um banco de dados; e 3) sistematização, análises e proposições. São apresentados neste artigo os resultados da avaliação dos 11 primeiros anos de execução do projeto, contemplando 1.913 questionários aplicados, relativos ao comportamento ambiental de campistas em praias do rio Araguaia, de um total de 4.697 acampamentos monitorados entre os anos de 2003 e 2012. Observou-se que os responsáveis pelos acampamentos, em sua maioria, são procedentes do estado de Goiás (89,70%), coadunando com o hábito goiano de acampar no Araguaia. De 1.746 (91,27%) questionários que contêm informações sobre o destino do lixo, verificou-se que 61,74% dos acampamentos optaram por atitudes positivas, como deixar o lixo na cidade mais próxima, enterrar às margens do rio somente o lixo orgânico, ou deixar para a prefeitura ou associação de barqueiros coletar. De 1.696 (88,66%) questionários que contêm informações sobre o material usado na estrutura dos acampamentos, observou-se que o uso da madeira nativa ocorreu de forma pouco expressiva (5,60%), sendo que a utilização de materiais adequados atingiu 81,66%. Este estudo indica que o projeto avaliado resultou em melhoria na relação da atividade turística e conservação dos recursos naturais do médio Araguaia, devendo suas ações e atividades serem incentivadas, continuadas e aprimoradas.